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A merecida homenagem ao Carnaval do Namibe

Cor, emoção e muita alegria caracterizaram na quinta-feira a homenagem feita pelo Ministério da Cultura a um dos mais emblemáticos grupos carnavalescos do Namibe.
O Torre do Tombo, tal como o grupo União Jovens do Mukuaxi, em Luanda, foi distinguido, nesta edição da maior manifestação popular, o Carnaval 2013, com todo o mérito, como realçou o secretário de Estado da Cultura, Cornélio Caley, que entregou um diploma e um cheque no valor de dois milhões de kwanzas ao responsável do grupo.
Numa cerimónia que decorreu no recinto da Estufa Municipal, os foliões do Torre do Tombo não deixaram os seus créditos em mãos alheias e brindaram os presentes, durante dez minutos, com as suas passadas e batucadas que, como diz a música que entoavam, “até fazem dançar os mucubais”. Mais de 80 elementos, entre bailarinos, cantores e instrumentistas, devidamente ornamentados, demonstraram não ficar a dever nada aos grandes da capital do país.
Bessa nganas, pescadores, mucubais, todos representados numa perfeita simbiose, dançaram o semba, a varina e a rebita, e evocaram os benefícios que o mar, os campos, e até mesmo o deserto, dão aos homens e mulheres desta terra. É assim o Carnaval do Namibe, que muitas vezes tem à frente o grupo Torre do Tombo, criado na década de 40 do século passado e que desde então conta com 15 títulos de vencedor, sete dos quais consecutivos, entre 1995 e 2003, e outros três entre 2010 e 2012.
Por força da distinção, o grupo não pode concorrer ao Carnaval deste ano, mas vai desfilar os seus mais de 500 foliões no dia do Entrudo provincial, a 12 de Fevereiro, no estádio Joaquim Morais.
No entanto, ficou o alerta do seu presidente do grupo, Hélder Albuquerque: “Em 2014 vamos estar de volta com a mesma força, inovação e criatividade, porque o Carnaval é a nossa paixão e vencer a nossa missão.” Cornélio Caley recordou que as homenagens a grupos carnavalescos são um projecto do Ministério da Cultura e acontecem desde 2003. Todos os anos são distinguidos dois grupos, um de Luanda e outro de uma província, pela sua participação assídua nos festejos do Carnaval.
“Angola precisa de desenvolver um Carnaval que contribua para o turismo, uma grande fonte de riqueza que nos dias de hoje põe alguns países em desenvolvimento”, disse o secretário de Estado da Cultura, referindo que o Entrudo deve envolver toda a sociedade.

Além disso, considerou que cidades tão bonitas como o Namibe precisam de criar mais grupos carnavalescos, para que a competitividade seja maior e “para que um dia um grupo desta cidade seja convidado para desfilar na nova marginal de Luanda”.
A cerimónia de homenagem contou com a participação do governador do Namibe, Isaac dos Anjos.

Festa popular

A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, disse na quinta-feira, em Luanda, estar convencida que a edição deste ano do Carnaval vai decorrer com êxito, uma vez que tem constatado uma maior entrega a nível da comissão organizadora e das organizações culturais.
A ministra Rosa Cruz e Silva fez estas declarações à imprensa durante a gala de homenagem ao Grupo Carnavalesco Jovem do Mukuaxi.
“Todos os anos, a nível organizativo, procuramos ser cada vez melhores e, nesta edição, não vai ser diferente, para que possamos dignificar ainda mais a nossa cultura”, disse.
“Esta homenagem que foi feita ao Grupo Carnavalesco Jovem do Mukuaxi serve de primeiro ensaio para que o desfile central tenha um resultado positivo de ponto de vista organizativo”, disse a governante.
Na mesma perspectiva, a governante solicitou maior empenho a todos os grupos nacionais participantes no Entrudo, para que a mesma seja vibrante, colorida, apelativa e atractiva, mantendo a forma peculiar da sua organização.
Os dois grupos carnavalescos foram homenageados na noite de quinta-feira, pelo Ministério da Cultura (Mincult), devido ao contributo que têm dado ao engrandecimento do Carnaval no país.
A cerimónia de Luanda contou com a presença do ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Edeltrudes Costa, em representação do Vice-Presidente da República, Manuel Vicente.

Diálogo tradicional

O espectáculo em homenagem ao grupo carnavalesco União Jovens do Mukuaxi ficou marcado pelo diálogo rico entre o folclore e as letras cantadas em língua nacional quimbundo.
A tónica da festa começou com um trecho do grupo Kituxi e acompanhantes, num espectáculo executado ao som de instrumentos de precursão: batuque, reco-reco ou raspador. Seguiu-se em palco a exibição dos grupos de dança os Diamantes e Bloco Sol. Os conjuntos exibiram-se coerentemente sob a performance musical da Banda Maravilha, que tocou os temas “Kianda São Paulo” e “Minga”, duas canções que reflectem a vivência do dia-a-dia dos luandenses e o amor de mãe pelos seus filhos. Foi evidente a sintonia sonora dos instrumentos executados pela banda, a ginga dos bailarinos e o ecoar do apito do “pivô” do grupo Diamante.
Por sua vez, a cantora Armanda Cunha, uma das vozes femininas mais prestigiadas, apresentou-se com a mesma tónica do espectáculo, cantando também temas em língua nacional quimbundo. Em poucas palavras, a artista elogiou, ainda, a oportunidade dada pelo Ministério da Cultura às mulheres pela participação nessa homenagem.
O mesmo aconteceu na apresentação da cantora Malú, ao interpretar canções de grandes nomes da música tradicional angolana, como Nike, exímio instrumentista, e Bonga.
A imensa surpresa aconteceu com a entrada inusitada do músico Dom Caetano, que estava vestido de Rei. O momento foi também preenchido com muito ritmo, através da apresentação de alguns temas do grupo homenageado, que espelham a importância dos citadinos luandenses auxiliarem o Governo Provincial nas suas tarefas.
Cada música soava a Carnaval. Soou também com a proeza de Calabeto que dançou freneticamente diante do público, correspondendo este com grandes aplausos.
Calabeto interpretou um tema da autoria dos Mukuaxis e encerrou o espectáculo acompanhado dos 38 elementos do grupo.

(jornaldeangola.com)

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