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Partidos extintos preparam refundação

Depois de não terem podido se manter na política activa, devido à baixa percentagem de votos obtidos nas eleições gerais de 31 de Agosto de 2012, ganhas pelo MPLA, o PAPOD, CPO e a Nova Democracia-União Eleitoral, extintos já administrativamente por força da lei, não desistem das suas pretensões e preparam já as suas refundações para participarem nas primeiras eleições autárquicas.

Em declarações prestadas a OPAÍS, o líder do PAPOD, Artur Kixona Finda, partido resultante da também dissolvida coligação FOFAC, que participou nas eleições legislativas de 2008, nas quais foi extinta por insuficiência de votos para a sua manutenção, disse que estão sendo reunidos os requisitos para a legalização de uma nova força política.

Segundo o político, que já concorreu em duas eleições consecutivas ( 2008 e 2012), mas sem obter um único lugar na Assembleia Nacional, sendo um dos objectivos primários do seu partido, a refundação está sendo preparada com todos os pormenores que se impõem em “obediência ao que a lei determina para a fundação ou refundação de um partido”, explica Kixona Finda.

Segunda força política mais votada nas últimas eleições gerais, entre os despromovidos, com 8.710 votos que correspondem (0,15 por cento), mas que não evitou a derrocada, o seu líder reitera que não vai desistir do desafio a que se propôs, assim como fazer a vontade suprema dos seus militantes.

“Esta é a decisão deles, mesmo depois de não termos alcançado o nosso objectivo de irmos para o Parlamento”, justificou o responsável partidário, garantindo que nas eleições autárquicas, caso o seu partido participe, fará melhor do que aquilo que ocorreu nas duas anteriores eleições. “Desta vez tenho fé que vamos conseguir os nossos intentos, porque tropeçamos duas vezes e já não queremos que aconteça mais em momento algum neste nosso percurso”, disse o político.

Segundo a fonte, depois de reunir toda a documentação, o próximo passo será a legalização da futura força política junto do Tribunal Constitucional (TC), força essa cujos símbolos não diferirão muito dos anteriores, de acordo ainda com o seu líder. “Estamos a trabalhar para que isso ocorra, porque pretendemos continuar com a nossa actividade política”, revela.

NÃO CHORAR SOBRE O LEITE DERRAMADO
Kixona Finda considera a desqualificação do seu partido como um mero incidente de percurso nas eleições de 31 de Agosto, daí a necessidade de dar continuidade ao seu projecto surgido no Bairro do Kikolo (Cacuaco), em Luanda, em 1996, onde se situa a sede dos também chamados “irmãos”, como ficaram conhecidos durante a campanha eleitoral.

Quanto aos resultados eleitorais, que considerou de “pouco convincentes” em relação àquilo que o seu partido desenvolveu durante os 30 dias de campanha, mas incontestáveis, servem de incentivo para se dar volta à situação, porque a cifra obtida não estava nas suas provisões”, recorda.

Face à situação, atendo-se aos depoimentos da fonte, a alternativa para contrapor este lúgubre quadro, é a de continuar a trabalhar mais junto do eleitorado, para se alcançar o propósito que não foi atingido nestas eleições. “Vamos rever onde falhamos, vamos corrigir e continuaremos a fazer o que pretendemos no nosso projecto”, assegurou.

O Conselho Político da Oposição (CPO), que obteve apenas 6.644 votos expressos nas urnas, correspondendo a 0,11 por cento, sendo o menos votado nas eleições, já pensa também em refundar-se, segundo declarações do seu líder, Anastácio Finda.

A ideia é a de continuar a fazer política activa, pese embora os propósitos não terem sido alcançados nas eleições de 31 de Agosto de 2012, ganhas pelo MPLA, com uma maioria qualificada. “Vamos nos preparar mais nestes cinco anos, porque temos dois desafios pela frente: as autarquias e as eleições em 2017”, diz.

Ainda sem nenhuma definição exacta, se a futura força política continuará coligada ou se se isolará como partido, a chama continua acesa para trabalhar e obter algo positivo nas autarquias e, em seguida, projectar a sua participação nas eleições que devem realizar-se nos próximos quatro anos.

“O nosso objectivo de sempre é o de atingir, inicialmente, à Assembleia Nacional (AN) e depois ganhar eleições e formar o Governo”, afirma esperançoso o líder da coligação dos “professores”, tal como ficou conhecida durante a campanha eleitoral.

Primeira força política a reconhecer os resultados eleitorais de 2012, segundo Anastácio Finda, o rosto mais visível desta força política, apesar deste desaire, os quadros e os militantes estão convictos de que melhores dias virão para que esta força atinja os objectivos que perseguem desde a sua fundação em 1995.

ND, AINDA NADA DEFINIDO
Quanto à Nova Democracia-União Eleitoral (ND-UE), que não conseguiu conservar os dois lugares conquistados em 2008, ainda não decidiu o seu futuro político, depois de ter feito uma boa campanha, mas com resultados inesperados, segundo o seu líder e antigo deputado Quintino de Moreira.

Em conversa com OPAÍS, o político disse que a direcção da coligação continua a reflectir ainda sobre o “desaire” sofrido no último processo eleitoral. “Estamos a reflectir seriamente sobre o que se passou connosco, porque não estava nas nossas provisões uma derrota como tal”, justifica.

Na coligação que foi conhecida pelo signo “laranja”, cor essa que predominava nos seus símbolos, segundo o seu líder, a reflexão não significa o fim do ciclo da coligação, nem dos seus membros, mas está-se a trabalhar para a sua refundação para uma melhor apresentação nas autarquias e nas eleições de 2017.

CNE ORIENTA PARTIDOS POLITICOS
À excepção do MPLA, UNITA, PRS, FNLA e PAPOD, vinte e um partidos políticos integrados nas coligações CPO, CASA-CE, Nova Democracia e FUMA foram convocados, esta semana, pela Comissão Nacional Eleitoral(CNE), para serem orientados sobre a elaboração dos relatórios e contas da campanha eleitoral passada.

Entre os partidos notificado, constam o PLUN, PADPS, ADPA, PCN, PDPS, MPDA, PSL, ANIA, UAPDD, PTA, PALMA, PADDA, AP, PPA, PNSA, PNDA, PSCA, PELA, PRE-Partido Verde, PFDA e PRSD, segundo o comunicado da CNE tornado público.

A Lei define que os partidos participantes às eleições devem remeter os seus relatórios de prestação de contas à Comissão Nacional Eleitoral, 45 dias depois da data da promulgação oficial dos resultados definitivos. Refira-se que cada partido e coligações de partidos receberam, 9,6 e 87, 6 milhões de Kwanzas, respectivamente, que se destinaram para a preparação das candidaturas e o segundo para a participações nas eleições.

(opais.net/pt)

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