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Partidos em Cabinda afinam máquina para autárquicas

O secretário provincial da UNITA em Cabinda, José do Gringo Lembe, acusa o MPLA de não privilegiar o diálogo como forma de se ultrapassarem as diferenças políticas e de solucionar os problemas que enfermam a sociedade e que preocupam os cidadãos. O político que falava em exclusivo a OPAIS, referiu, em relação ao desempenho do governo local, que “nao conseguiu concretizar exactamente os objectivos pelos quais foram alocadas verbas provenientes do OGE, e na sua generalidade não houve a implementação concreta ou mesmo uma implementação que venha satisfazer os anseios da população e também no âmbito da resolução dos problemas básicos que afligem a nossa província”.

Questionado se as preocupações que são levantadas pela UNITA têm sido manifestadas ao MPLA e ao Governo da província, José do Gringo Lembe disse que o seu partido tem apresentado estas preocupações em vários fóruns. “Temos apresentado em vários fóruns. Por exemplo, no Conselho de Concertacao Social, apesar de que temos empreendido grandes esforços em colocá-los, a nossa opinião não tem sido acolhida, porque aí já encontramos ideias formatadas”, disse.

O secretário provincial da UNITA disse igualmente que as opiniões ou sugestões dos partidos em Cabinda não são tidas em conta, já que nos fóruns ou encontros em que participam estas têm sido frustadas pelo partido no poder. “Praticamente, ao nível da província de Cabinda, os partidos políticos nem são tidos nem achados, tivemos um inquilino chamdo general Mawete João Baptista que era senhor de tudo e dono de tudo também, portanto, não facilitou a nossa participação activa quanto a questão da contribuição nos aspectos sociais, económicos, mesmo no aspecto político”, reforçou.

Sobre a avaliação que a UNITA faz em relação a vida política, económica e social da província, José do Gringo Lembe caracterizou-a de “boa”, mas advogou que o que tem sido feito pelo Governo local ainda é insuficiente. “O que tem sido feito pelo Governo não é suficiente. É preciso que se criem mecanismos próprios, é preciso uma concertação social ao nível da província, é preciso auscultar, não só os orgãos de soberania do Estado mas também os orgãos políticos, que são os partidos políticos e as organizações da sociedade civil e as igrejas, para chegarmos a uma plataforma que venha traduzir soluções para colmatar todas as dificuldades que se vivem na provincia de Cabinda”, referiu.

Os desafios em 2013
“Quanto ao despontar do ano de 2013, a nossa preocupação é, de facto, potenciar as estruturas do partido ao nível da província de Cabinda. Potenciar em meios físicos e meios humanos e também potenciarmos a nossa máquina eleitoral que é permanente”, indicou o secretario provincial da UNITA, José do Gringo Lembe. O responsável do “Galo Negro” em Cabinda indicou igualmente que entre os desafios do seu partdio estão as eleições autárquicas de 2014. “Temos desafios com as eleições autárquicas em 2014, é isso que ficou definido e esperamos que seja assim, mas não queremos eleições autárquicas que venham apenas servir de experiência”, disse, adiantando que “ Queremos estar ao nível de Moçambique, em que as autárquias são feitas ao nível de todos os municípios, ano nível nacional. Não queremos um regime experimental em que vamos experimentar esta ou aquela província para ver se dá ou não dá. Não podemos experimentar porque a própria Constituiçao já estabelece, já prevê e impõe as autárquias locais e neste preciso momento já estamos na fase da selecção de quadros, quadros capacitados, capazes para podermos apresentar às populações quando estivermos na altura das autarquias”, considerou.

O político realçou ainda que para além do desafio das autarquias, o seu partido vai implementar novas políticas de formação de quadros ao nível da estrutura provincial, em função dos novos desafios, olhando com profundidade para as bases, porque, no seu entender, “sem a base não há topo e para além dessas questões todas teremos novas infraestrturas para a expansão da imagem do partido”.

Implantação do partido
Quanto à implantação da UNITA, José Lembe disse que ela se estende por toda a província. “A nossa implantação estende-se a todos os municípios, às comunas e todas as aldeias. Temos estruturas em toda a parte, significa que estamos em pé de igualdade com o próprio MPLA. Em termos de implantação, fora esses dois os outros não têm ainda este espaço e diria mesmo que esses próximos tempos vão ser tempos reenhidos. Digo renhidos porque os mecanismos das fraudes eleitorais em Angola já se esgotaram, essa é a última fraude do MPLA, nos próximos tempos estaremos em pé de igualdade e estamos a lutar para ultrapassarmos o MPLA”, disse.

Sobre o número de militantes que a sua formação controla na província, o responsável disse que a UNITA tem acima dos 60 mil e muito acima do MPLA. “Falo em 60 mil porque estamos acima do MPLA em termos de militantes. Mas os mecanismos que os próprios utilizam para contrapôr o voto é que foram sofisticados e estou em crer que nos próximos tempos as fraudes já acabarão”.

Na óptica de José do Gringo Lembe, a relação com as outras formações políticas é salutar. “Pelo menos no nosso caso (UNITA), nós temos bom relacionamento com os outros partidos políticos, inclusive com a nova formação política que surgiu que é a CASA-CE. Para lhe dizer que nos cumprimentos de fim de ano convidamos eles todos, estiveram presentes connosco, convivemos e fomos trocando ideias, ideias salutares (ideias políticas) em como podemos contrapôr o “gigante”, neste caso o MPLA. Portanto, há uma coabitação, excepto com o partido no poder, que despreza os outros partidos, não dá abertura”.

FNLA PRETENDE A REIMPLANTAÇÃO DAS SUAS ESTRUTURAS
Um dos principais desafios da FNLA em Cabinda no ano em curso é a reimplantação das estruturas do partido nos municípios, segundo o secretário para a informação e segundo o segundo secretário provincial em exercício, Francisco Faustino. “Temos que reimplantar os secretariados municipais, na verdade, que ainda estão desorganizados e já temos um plano em carteira para esta vasta actividade aonde vamos reestruturar os secretariados municipais e irmos depois ao encontro dos secretariados comunais para podermos criar as nossas estruturas de base, nos bairros, bualas e assim sucessivamente. Este é um grande desafio que a FNLA tem em Cabinda”.

Sobre o processo de reconciliação do partido em Cabinda , Francisco Faustino disse que os problemas foram ultrapassados depois de o Tribunal Constitucional (TC) ter dado o veredicto que atribuiu a liderança para Lucas Ngonda. “Como disse, o processo de reconciliação é um processo que iniciou em 2004 quando fomos ao chamado “Congresso da Reconciliação”. Neste congresso fomos em paridade, quer dizer, uma parte era do senhor Lucas Ngonda e outra parte era do malogrado Holden Roberto, e assim fizemos a reconciliacao onde as conclusões foram de consenso. Tivemos outros problemazinhos que duraram um bom tempo e que só tiveram o seu término depois da decisão do Tribunal Constitucional que deu razão ao Dr. Lucas Ngonda”, disse.

O partido está saúdavel
O politico considerou tambem que a situação do partido é boa, na medida em que “o partido está saúdavel. É o partido que tem raízes e a sua militância está assente nos antigos combatentes que já são pessoas com idade avançada, que já tem filhos, alguns com 40 anos, e depois do despacho de sua Excelência Presidente da República sobre uma reforma dos ex-militares do ELNA, o partido ganhou, posso dizer, uma dinâmica inesquecível”, realçou.

No que se refere à relação com os outros partidos, a fonte disse que as relações são boas com a CASA-CE, com a UNITA, com o PRS e que mesmo com o próprio MPLA, que governa, são muito boas.

Questionado sobre se os ex-militares da FLNA recebem as suas pensões, o responsável da FNLA referiu que o processo está a ser feito, sobretudo depois de o Tribunal Constitucional ter reconhecido a direcção legítima, liderada pelo Dr. Lucas Bengui Ngonda e depois de o Presidente da República ter dado o despacho para a desmobilização dos efectivos. “As pensões estão a ser pagas. Está a correr bem. Neste momento temos dois irmãos que se deslocaram à Luanda, junto do Estado Maior das FAA, para averiguar os processos deste e daquele. Por acaso é de saúdar o nosso governo nessa fase”, destacou. Quanto à realização das eleições autárquicas dentro dos próximos dois anos, Francisco Faustino disse que a FNLA está a se preparar para o efeito e têm tido muita aderência da massa militante, “sobretudo da classe intelectual. para lançarmos essas personalidades que já temos em conta para as eleições autárquicas. Estamos de olhos abertos para estas eleições e o trabalho está a ser feito paulatinamente”.

Ao fazer um pequeno balanço do ano de 2012, o secretário para a informação e segundo secretário em exercício da FNLA, Francisco Faustino disse que “foi bom”. “2012 foi bom, é de louvar a Deus que nos deu dois lugares na Assembleia, porque nem nós estávamos a contar. Quando menos esperávamos assustamos que tivemos dois assentos no parlamento. Para nós foi uma victória, embora ínfima, mais é victória.

MPLA TRABALHA PARA CUMPRIR AS PROMESSAS ELEITORAIS
O MPLA em Cabinda está a preparar-se para materializar as promessas eleitorais, segundo informou a OPAÍS, o secretário para informação do Comité Provincial, José Daniel Pemo.

O porta-voz do partido dos “camaradas” em Cabinda disse que para a realização deste propósito o seu partido tão logo foi declarado vencedor começou a trabalhar para o efeito, tendo por essa via realizado a conferência extraordinária para a renovação de mandatos. “Com a realização das eleições do ano passado, em que nós ganhamos com uma maioria qualificada, apresentamos durante as eleições, na campanha, um programa de governação que tem como objectivo fundamental fazer com que o país cresça mais e distribua melhor. E logo depois da nossa victória, praticamente no dia seguinte começamos a trabalhar para a materialização das nossas promessas eleitorais. E, neste momento, a direcção do partido em Cabinda realizou a sua conferência provincial extraordinária que teve como objectivo balancear a actividade realizada durante o período passado e fazer a renovação de mandatos. Desta nossa conferência o partido em Cabinda saiu mais fortificado em termos da sua composição e em termos de programa de trabalho que vamos realizar neste ano”, disse.

Questionado sobre o balanço das conferências de renovação de mandatos, o secretário para a Informação do MPLA, em Cabinda, disse que foram conferências de renovação na continuidade. “Nós fizemos uma conferência de renovação e continuidade. Algumas pessoas do Comité antigo continuam no partido, tendo em conta o seu dinamismo, o seu peso, a sua influência na massa militante”. e sabe que o nosso partido cresceu? cresceu em termos numéricos e em termos qualitativos. O nosso partido precisa neste momento do dinamismo destas pessoas para realizar a actividade partidária”, referiu.

José Daniel Pemo disse ainda que o seu partido está implantado em toda a provincia e em termos numéricos o partido tem crescido bastante. Que se vê-se a bandeira a flutuar nas sedes, nas aldeias ou onde vive o primeiro secretário do comité de acção. “Temos os comités comunais a funcionar em todas as comunas assim como ao nível das sedes municipais. Temos as estruturas da JMPLA e da OMA também a funcionar em toda a extensão da província de Cabinda”.

O programa do MPLA para o ano em curso, no dizer do secretário para a informação, consiste fundamentalmente na revitalização das estruturas, “no controlo dos nossos militantes”, isto, no aspecto político, na formação política dos militantes, assim como na capacitação dos quadros e dirigentes. “Os nossos militantes são chamados a irem aos locais de residência onde vivem e constatarem os problemas que afligem a sua comunidade, transportar estas preocupações para as estruturas afins do partido e do governo com vista a sua concretização”, disse.

Como o MPLA vai “Crescer e Distribuir Melhor”
A uma pergunta sobre a forma como a sua organização política vai distribuir mais e melhor, o secretário para a informação do comité provincial do MPLA, José Daniel Pemo disse que a distribuição vai ser feita de várias formas, tendo apontado a luta que está a ser feita para que haja mais emprego e para imprimir uma nova dinâmica na máquina governativa provincial para que, de facto, funcione. “Neste momento estamos a lutar para que haja mais emprego, estamos a lutar para que a máquina governativa funcione, de facto, e, ao funcionar bem, vamos ter mais escolas, mais água, mais energia e vamos melhorar as acessibilidades, enfim, vamos contribuir para que o nível de pobreza baixe cada vez mais. Então, o partido, como partido vencendor das eleições, como partido que apresentou o programa que o governo vai concretizar nós vamos acompanhar bem o nosso executivo da província na materialização deste programa. Porque com base na materialização deste programa é que nós vamos crescer e distribuir melhor”.

Concorrência política
O surgimento da CASA-CE teve um bom resultado eleitoral em Cabinda, e foi acolhido como a grande “surpresa” que veio criar uma concorrência maior entre as várias formações políticas, segundo José Daniel Pemo. “Criou-se esta concorrência, mas isso é parte das sociedades democráticas”, sublinhando que “quanto mais concorrência houver para nós é melhor. Mas o que nós afirmamos é a firmeza das nossas estruturas, dos nossos militantes, porque nós lutamos cada vez mais para concretizar e solidificar as nossas estruturas, preparar os nossos militantes para encararem o surgimento de outras formações políticas como um ganho da democracia”, adiantou.Quanto a perspectiva de se realizar nos próximos dois anos as eleições autárquicas, o secretário para a informação do MPLA, em Cabinda, disse ser também uma preocupacão que foi já manifestada pelas estruturas centrais e “tão logo nos baixem as instruções nós estaremos preparados para criar as condições para que isto aconteça”.

(opais.net/pt)

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