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MPLA admite abstenção eleitoral e voto em branco de militantes seus

O MPLA, segundo promessa do seu líder,  “estudará e proporá medidas que permitam evitar as insuficiências e falhas verificadas em processos eleitorais futuros” e “analisará com espírito autocrítico as causas que levaram militantes seus a absterem-se ou colocarem boletins em ‘branco’ nas urnas nalgumas cidades, particularmente em Luanda”.

A dado passo  do seu discurso, o Presidente do MPLA fez uma incursão à vida interna do seu  partido, revelando assuntos que raramente são do domínio público.

Com efeito, ficou-se a saber do líder do partido que sustenta o Governo, que alguns militantes, que ocupam funções partidárias e político-administrativas, não tratam, no exercício das suas obrigações, os assuntos de forma objectiva, na base das leis e dos regulamentos do partido e colocam questões subjectivas e pessoais acima dos interesses gerais, gerando contradições, atritos e incompatibilidades com outros quadros”. José Eduardo dos Santos  precisou que  tais situações “surgiram na Lunda-Norte, entre o primeiro-secretário do partido e o ex-governador provincial, em que os dois foram substituídos, e antes, na província do Uíge e, mais recentemente, em Cabinda e no Kuando-Kubango, situações estas que já foram superadas.”

Para o líder do partido  que sustenta o Governo, “a situação mais grave que temos agora é a de Luanda, onde essas contradições e incompatibilidades de génios estão a prejudicar o trabalho do Partido e do Estado”.

O  Bureau Político (BP) ficou incumbido pelo Presidente de “estudar o assunto, para tomar as medidas que e imponham.”

O presidente do MPLA defendeu que Angola precisa de uma política de quadros actualizada, coerente, realista e eficaz, que estabeleça critérios objectivos de formação, de colocação, de remuneração, de avaliação do desempenho e de ascensão por mérito próprio.

Para José Esduardo  dos Santos,  a política de nomeação de quadros para cargos de direcção e chefia na administração pública é, muitas vezes, vinculada a cargos electivos partidários, mas nem sempre o perfil desses quadros, que estão mais familiarizados com o trabalho político de massas e de organização e funcionamento interno, é adequado para as tarefas técnico-administrativas e para exercer a autoridade do Estado a seu nível.

“Esta situação é demasiado evidente ao nível dos municípios e comunas, particularmente nos grandes centros urbanos, nas grandes cidades, como Luanda”, sustentou.

Aos dirigentes do MPLA, José Eduardo dos Santos lembrou: “temos assim mais cinco anos de trabalho para provar uma vez mais que somos um grande partido, um partido capaz de fazer o que promete, porque é forte e está identificado com as legítimas aspirações do povo angolano.”

Retoma da formação ideológica

O Presidente do MPLA propôs aos membros do Comité Central o retorno à formação política e ideológica dos militantes sob o argumento de que o partido está a receber muitos membros nas suas fileiras que pertenceram a outras formações políticas.

“Concordo com aqueles que acham que devemos repor com urgência o nosso sistema de formação militante e de educação político-ideológica dos quadros, reajustando o programa curricular dos cursos que eram dados na escola do partido e contratando para o efeito os professores, ainda que alguns deles possam ser expatriados”.

Outra proposta do Presidente do MPLA vai no sentido da introdução de um novo modelo de formação política e patriótica no sistema de ensino “para que os alunos e estudantes conheçam as tradições e a história do nosso país e os princípios e valores políticos, morais, cívicos, éticos e culturais em que assenta a sociedade angolana.”

‘Estamos a avaliar a nossa estratégia eleitoral’
O secretário para a Informação do MPLA, Rui Falcão, disse a  OPAÍS que o discurso do presidente do partido reflecte a avaliação que o Bureau Político (BP) tem estado a fazer sobre o último pleito eleitoral.

A começar pelas falhas registadas no processo eleitoral apontadas pelo Presidente, Rui Falcão  é de opinião que “qualquer partido que se preze tem de fazer a sua avaliação, quer ganhe ou não as eleições.

“Isto é o que o BP tem estado a fazer. Nós fizemos uma avaliação preliminar da implementação da nossa estratégia  e concluímos que, em alguns aspectos, ultrapassamos as nossas próprias expectativas  e noutros teremos ficado aquém “, disse Rui Falcão, sem precisar de que aspectos falva.

O dirigente do MPLA  aconselha serenidade nesse tipo de avaliação visando detectar os erros cometidos.

“Agora é preciso, com serenidade, ver onde é que fomos suficientes, onde é que fomos menos suficientes e encontrar as soluções para o futuro”, precisou.

Sobre as intrigas internas apontadas no discurso presidencial, Falcão considera  a situação como sendo preocupante  mas “inevitável”. “É uma situação quase que inevitável quando estão diversas personalidades  e diferentes comportamentos em jogos”, defendeu.

O secretário para a Informação do MPLA sustenta que  “o que é preciso é ter a capacidade para minimizar estes efeitos e essas diferenças no sentido de remarmos todos no mesmo sentido e resolvermos os problemas bem e mais depressa”. (opais.net/pt)

Venâncio Rodrigues
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