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Empresas locais aumentam participação nos serviços ao sector petrolífero nacional

Os empreendedores esforçam-se mais para entrar naquele competitivo mercado com elevada aposta na melhoria a fim de atingir os níveis de qualidade exigidos

Nos últimos anos tem havido uma forte participação das empresas nacionais no sector petrolífero, que assumem cada vez mais protagonismo e que se adaptam às leis que são ela­boradas e o apoio que o Exe­cutivo tem prestado através de investimentos públicos.

A afirmação é do director–geral da Cameron Angola, Bráulio de Brito, em entrevista ao Jornal de Economia. O responsável considera que o caminho a percorrer ain­da é longo, mas é notório o es­forço que o empresariado local está a projectar no sentido de fazer parte dos níveis de qua­lidade e exigência da indústria petrolífera angolana.

Bráulio de Brito assegura que a transferência de tec­nologias e conhecimentos técnicos avançados consti­tui uma das vantagens das parcerias público-privadas, permitindo de igual modo o reforço das empresas ango­lanas neste segmento.

O gestor atesta que por se tra­tar de um sector da economia que absorve muitos serviços, as empresas nacionais devem aprimorar os seus conhecimen­tos, com vista a fazerem face às exigências deste mercado e, paulatinamente, poderem subs­tituir as firmas estrangeiras.

Cameron

Um exemplo deste facto é a Cameron Angola, a única em­presa angolana no país que possui uma fábrica que mon­ta e testa todo tipo de equi­pamento subaquático que é usado para a produção petro­lífera. Localizada na base de logística da Sonils, em Luan­da, desde 2002, a iniciativa foi orçada em 30 milhões de dó­lares norte-americanos.

A unidade industrial fa­brica, monta e fornece, entre outros instrumentos, cabeças de poços e torres de elevação a serem utilizados, funda­mentalmente, na exploração e produção de petróleo em offshore.

A empresa construiu as primeiras cabeças de poços no país. Segundo Bráulio de Brito, os instrumentos que fabricam constituem os ob­jectos mais importantes da indústria petrolífera, sendo assim responsáveis pela an­coragem da coluna de pro­dução, bem como o controle de fluxo de fluidos.

Além disso, a Cameron montou e testou no ano passa­do a primeira árvore de Natal que, no contexto da indústria petrolífera, é um instrumento instalado no fundo do mar que serve de gestão de óleo. “Um dos nossos desafios para este ano é potenciar o fabrico de peças para este sector no país”, acrescentou.

Investimentos

Segundo revelou, a empresa investiu recentemente 42 mi­lhões de dólares norte-ameri­canos para formação de qua­dros, ampliação e crescimento da sua actividade no mercado nacional. Actualmente, a em­presa conta com 150 trabalha­dores (90 por cento são ango­lanos) contra os anteriores 42.

A empresa tem fornecido equipamentos aos projectos Xi­komba e Kizomba (Bloco 15), bem como às companhias So­nangol Pesquisa e Produção, Esso Angola e Total. Para tal, afirmou que têm apostado na formação e capacitação local e estágios no exterior do país.

Neste contexto, no ano pas­sado a Cameron e o Centro Integrado de Formação Tec­nológica (CINFOTEC), em Luanda, rubricaram um pro­tocolo de parceria para a re­alização de acções de forma­ção sob medida, estruturadas de acordo com as propostas técnicas e comerciais a serem elaboradas, trabalho de pres­tação de serviço, consultoria e assistência técnica.

Entretanto, a parceria abrange igualmente a reali­zação de serviços e projectos técnicos conjuntos, tendo em conta o domínio por parte da Cameron das actividades e necessidades que o mer­cado apresenta, cujo apoio permitirá alargar o nível e o tipo de intervenção do cen­tro, no ramo das actividades que desenvolve.

Aquele centro de forma­ção disponibilizou as suas instalações e conteúdos pro­gramáticos para os cursos que foram ministrados, bem como formadores para actu­alização tecnológica e even­tuais estágios profissionais.

Com efeito, a Cameron dis­ponibilizou equipamentos e materiais para as oficinas e laboratórios, assim como ca­pacitar e certificar os forma­dores do Cinfotec, nos pro­dutos e serviços da empress.

Contudo, entre outras em­presas locais que também têm apostado activamente neste segmento destacam-se a Em­bal, que se especializou no fa­brico de embalagens metálicas para o enchimento de óleo en­tre outros lubrificantes. Outras que também merecem desta­que são a Octo Mar e Pride Fo­ramar, esta última dedica-se na perfuração e manutenção do ramo dos petróleos.

XAVIER ANTÓNIO (Jornal Economia & Finanças-JA)


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