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Escritor brasileiro Dalton Trevisan vence Prémio Camões de literatura

Beatriz Fonseca filha do escritor José Ruben Fonseca recebeu em 2010 o “Prémio Camões” entregue pelo antigo Presidente
O escritor brasileiro Dalton Trevisan, 87 anos, recebe na próxima quarta-feira no Rio de Janeiro, o Prémio Camões, o maior galardão de Língua Portuguesa, no valor de cem mil euros.
O escritor, conhecido como “O Vampiro de Curitiba”, título de um livro seu editado em 1965, não esteve presente na cerimónia, tendo sido representado pela editora Sônia Jardim, da Record, que chancela, habitualmente, os seus livros.
A escolha de Dalton Jérson Trevisan para o Prémio Camões 2012 foi unânime e, segundo o júri, “significa uma opção radical pela literatura enquanto arte da palavra”.
No anúncio do vencedor, feito em Maio passado em Lisboa, o presidente do júri, Silviano Santiago, referiu as “incessantes experimentações (de Dalton Trevisan) com a Língua Portuguesa, muitas vezes em oposição a ela mesma”, e sublinhou “a sua dedicação ao fazer literário, sem concessões às distracções da vida social e pessoal”.
Entre 1946 e 1948, o escritor editou a revista “Joaquim”, que reunia ensaios e contos de autores como António Cândido, Mário de Andrade e Carlos Drummond de Andrade, além de traduções de escritores como Franz Kafka, Marcel Proust ou Jean-Paul Sartre.
“Contos Eróticos” (1984), “Crimes de Paixão” (1978), “Desastres de Amor” (1968), “Dinorá – Novos Mistério” (1994), estão entre as suas obras, assim como “Vozes do Retrato – Quinze histórias de Mentiras e Verdades” (1998), “Violetas e Pavões” (2009) e “O Anão e a Nifeta” (2011), que é o seu último livro publicado.
Enquanto Trevisan se esconde na sua casa, em Curitiba, os seus contos têm ganho o mundo, com traduções em diferentes línguas, entre as quais inglês, espanhol, francês e italiano. Em Portugal, foi publicado em 1984 pela editora Relógio d’Água, de Francisco Vale, com a colectânea “Cemitério de Elefantes”, dedicada a alguns dos seus contos.

As histórias de Trevisan foram adaptadas para televisão e cinema, no Brasil e na Hungria, onde um dos seus contos foi adaptado a série de televisão. No Brasil, a adaptação para o cinema de “A Guerra Conjugal”, de 1969, do realizador Joaquim Pedro de Andrade, recebeu o prémio de melhor filme e melhor realizador em festivais nacionais, além de uma menção honrosa no Festival de Barcelona.
No ano passado, o autor recebeu o Jabuti – o maior prémio literário brasileiro – na categoria de contos e crónicas, com o livro “Desgracida”. Este ano, venceu o prémio de literatura Machado de Assis 2011, conferido pela Academia Brasileira de Letras. (jornaldeangola.com)

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