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António Fiel Didi aposta na música

Fiel Didi há dois anos era mais conhecido como político. Nessa altura decidiu mergulhar no mundo da música, ele que já era empresário. É um homem de mil ofícios. Fiel Didi, 52 anos, abraçou a política em 1974: “tive de responder aos apelos da revolução. Não podia ficar indiferente à mobilização para a conquista da independência de Angola. Contra a vontade dos meus pais fui para o Piri. Lembro-me que fui com a comandante Bety, a actual chefe da Polícia de Luanda”.
Depois de muitos anos nas FPLA, passou à reserva no início dos anos90. Pouco tempo depois, começou a exercer actividade política no seio do MPLA, no município do Sambizanga, onde nasceu e cresceu.
No Sambizanga, Didi ocupou durante vários anos o cargo de administrador municipal, e liderou associações culturais, sociais e desportivas, destacando-se, o Gira-Bairro, a Taça do Presidente, um torneio de futebol que hoje congrega equipas não federadas de todo país.
Actualmente desempenha as funções de assessor para as comunidades do Presidente da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda e é ainda o primeiro vice-presidente do Movimento Espontâneo, uma associação filantrópica vocacionada ainda a actividades culturais e desportivas. Fiel Didi é funcionário do Governo Provincial de Luanda.

O Lado musical
Fiel Didi está no mundo da música desde a juventude, embora tenha “explodido” como cantor há dois anos, quando lançou o seu primeiro disco “Coisas de Paixão”, uma miscelânea de semba e rumba.

“Não estou na música por acaso. Faço parte de uma família com tradições musicais. O meu pai foi um dos fundadores do grupo carnavalesco Kabocomeu, um dos mais emblemáticos de Luanda. Fundei a Banda Movimento, que hoje acompanha os melhores cantores de semba do país. Portanto, embora reconheça que ganhei mais visibilidade há dois anos, com o lançamento do primeiro disco, não me considero um peixe fora da água nestas paragens”, disse Fiel Didi.
O segundo disco é lançado em Fevereiro do próximo ano e foi inspirado em músicos com Elias dia Kimuezo, Bangão e Dom Caetano.
“Estes músicos são uma referência do semba, por isso procuro beber sempre das suas experiências, ” sublinhou.
Actividade empresarial
A par da política e da música, Fiel Didi dedica-se também à actividade empresarial, no ramo da Hotelaria e Turismo. “estou a gerir um pequeno negócio familiar no ramo da hotelaria. Consigo conciliar a música, a política e a actividade comercial”, assegurou. Didi pretende dar passos mais além no mundo dos megócios, para materializar um velho sonho: “sempre sonhei ser bem sucedido na actividade comercial. Pelo andar da carruagem, estou em crer que vou atingir este desiderato, sobretudo porque conto com a ajuda da minha esposa, Conceição Sango, que sempre esteve do meu lado, nos bons e maus momentos”.

Aconteceu comigo

Didi não se esquece do primeiro torneio de Velhas Guardas do Sambizanga, realizado por sua iniciativa, em 1991, para saudar o 49º aniversário natalício do Presidente José Eduardo Dos Santos: “no dia da final, em que o Sambizanga venceu o ASA por uma bola a zero, no Campo da Revolução, o ponto alto foi a presença do aniversariante e meu convidado especial. Poucas pessoas, na altura, acreditavam que ele estivesse presente. O cenário que eu mais esperava começou a desenhar-se às nove horas, quando o Presidente chegou na companhia da Primeira-Dama, Ana Paula dos Santos. A bola do jogo foi atirada para o campo de um helicóptero e ele de imediato amorteceu o esférico com muita categoria. Após o jogo, convidei-o para almoçar no Centro Recreativo Kubata, situado no Hoji ya Henda, sem nenhuma coordenação prévia com o protocolo ou a sua guarda pessoal. Foi um momento impar que fica guardado na minha memória.

Fiel Didi Responde

Com tanta ocupação ainda sobra tempo para o lazer?
Sempre fui uma pessoa organizada, programo muito bem a minha vida. Portanto, apesar de ser extremamente ocupado sobra-me tempo para ficar com a família, conversar com os amigos e fazer algo mais dissociado das actividades profissionais”.

É preciso força de vontade para estar na música, na política e nos negócios?
Dar resposta l a tantas actividades, que eu próprio me propus, é preciso garra e muita disposição. Existem muitas pessoas que desempenham uma série de actividades profissionais simultaneamente e que se dão muito bem. No que me diz respeito, até agora não tenho razões de queixa”. (jornaldeangola.ao)

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