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Sistema de transportes em rede integrada

O sector dos transportes pretende contribuir para o crescimento económico do país com uma Rede Integrada de Infra-Estruturas de Transportes e Logística, disse, em Luanda, a directora do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Ministério dos Transportes.
Teresa Muro, que fez a afirmação na apresentação do programa, afirmou que aquela rede vai contribuir, “a longo prazo”, para a coesão do espaço nacional, ordenamento e desenvolvimento regional.

A rede, referiu, revela-se essencial para o crescimento económico de Angola e a sua afirmação como potência em expansão.
Teresa Muro declarou que a rede de transportes favorece igualmente a produção interna, que substitui as importações, e proporciona o equilíbrio regional e territorial.
“Somente uma rede de transportes eficaz pode proporcionar a fixação das populações e disponibilizar as infra-estruturas básicas de alavancagem do desenvolvimento económico do país”, disse.

Teresa Muro apontou a importância de redes estruturantes que permitem “o aproveitamento dos recursos naturais e a constituição de um parque industrial com capacidade para criar postos de trabalho e mais-valias” pela transformação das matérias-primas.

O plano de criação da rede tem em conta o potencial económico do sector produtivo angolano e traça “uma estratégia de desenvolvimento da rede de transportes que permita o crescimento da produção nacional e a alavancagem económica do país”, afirmou Teresa Muro ao definir o projecto.

O Executivo pretende, referiu Teresa Muro, concretizar programas relativos à Rede de Cabotagem Marítima e Fluvial, bem como a Estratégia de Expansão e de Modernização do Sector Marítimo e Portuário de Angola.

Sobre a Estratégia de Expansão e de Modernização do Sector Marítimo e Portuário de Angola, o director do Instituto Marítimo Portuário de Angola (IMPA), Victor Carvalho, salientou que “as infra-estruturas portuárias criam condições decisivas para o desenvolvimento da economia nacional”.
“Um sistema portuário atractivo oferece condições operacionais e de mercado para os grandes operadores globais”, disse.
Victor Carvalho realçou também a importância dos portos e o facto de grande parte da carga a nível mundial estar a ser transportada por via marítima.

“Temos de investir muito seriamente nas nossas infra-estruturas portuárias”, sugeriu o director do IMPA e sublinhou que se vive uma altura em que “as tendências globais do segmento apontam para um crescimento de 45 por cento na movimentação de contentores entre 2012 e 2020”.
Nos últimos anos, disse, a crise económica global forçou uma quebra dessa tendência, o que provocou o decréscimo da frota de navios em circulação pelo mundo em cerca de 12 por cento, apesar de se ter registado uma ligeira recuperação da actividade transportadora.

Cerca de 85 por cento do mercado é detido por apenas 20 empresas, o que levou Victor Carvalho a declarar que “o êxito da política portuária nacional passa por disponibilizar as adequadas condições operacionais e a definição de um quadro jurídico e legal”.

Previsão de investimento

A par de outros investimentos, está prevista a construção de  10,6 mil quilómetros de rede ferroviária, que deve ligar os novos Porto da Barra do Dande e Aeroporto de Luanda, num investimento previsional de 5.380 triliões de kwanzas. O sector também pretende investir numa rede de cabotagem e noutra marítima e portuária, onde podem ser concretizados vários programas de reabilitação, modernização e expansão, cujos investimentos, sem incluir a construção do porto da Barra do Dande, devem rondar os 350 mil milhões de kwanzas.

Entre estes programas conta-se a construção de instalações ligadas à segurança marítima e à regulação do tráfego nas águas angolanas.
Importantes obras de requalificação e modernização da rede aeroportuária das cidades do Lubango, Huambo, Catumbela, bem como a beneficiação na rede de aeródromos e de instalações de apoios à navegação aérea, fazem igualmente parte do programa, que tem um investimento previsional de 340 mil milhões de kwanzas.

Quanto à rede nacional de auto-estradas, o Executivo prevê a construção de 5.900 quilómetros, num investimento que deve absorver 324 mil milhões de kwanzas.

(jornaldeangola.com)


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