Terça-feira, Fevereiro 7, 2023
10.8 C
Lisboa

Preço do gás já arde

Os preços das botijas de gás de cozinha estão a atingir a dimensão de autênticos assaltos aos consumidores. Nos mercados paralelos o gás butano vai de três mil a cinco mil kwanzas, quando o preço tabelado é de 600 a 700 kwanzas. Os especuladores atribuem as culpas ao mau estado da via que liga à fábrica de gás da Sonangol.

Além de caro, o gás desapareceu do mercado. Para comprar uma botija, os consumidores têm de permanecer durante horas em filas que começam de madrugada e muitas vezes nem são atendidos.
Ângela Gomes chegou ao armazém revendedor na antiga fábrica Macambira às cinco e meia da manhã e até às dez horas ainda não tinha sido atendida: “desde que cheguei já atenderam muitas pessoas mas há muita dificuldade para adquirir o gás. As vendedoras compram cá dentro ao preço da tabela e vendem lá fora a preços absurdos”.
O revendedor Antunes Henriques disse que a venda está difícil devido às más condições das vias de ligação à fábrica e os meliantes aproveitam este factor para assaltar os camiões”. Por isso, poucos revendedores de Luanda vendem o produto e mesmo assim em quantidades muito reduzidas.
Rosa de Jesus está revoltada. O motivo é muito sério. O preço do gás de cozinha subiu no mercado paralelo e os consumidores não conseguem adquirir as botijas nos agentes revendedores da Sonangol Distribuidora. A botija de gás que custa oficialmente 600 a 700 kwanzas está a ser comercializada no mercado paralelo de 3.000 a 5.000 kwanzas, quando, ainda há duas semanas podia ser adquirido, mesmo na especulação, entre os 1000 e os 1.200 kwanzas.
O preço do gás está tão elevado que surpreende os próprios revendedores da Sonangol Distribuidora.
Mas, de acordo com o jovem revendedor Antunes Henriques, cabe à Polícia Económica fazer o seu trabalho e reprimir a especulação dos candongueiros. A gerente da Saigás no mercado dos Congolenses, Maria Luísa, diz que é necessário chamar a polícia: “nós vendemos o gás a 700 kwanzas e aqui mesmo na rua os candongueiros estão a vender a 3.500 kwanzas”. O responsável da comunicação e imagem da Sonangol, João Rosa Santos, confirmou ao Jornal de Angola, que as vias que ligam o centro da cidade à fábrica de enchimento das botijas de gás estão em obras e por isso há dificuldades de abastecimentos aos distribuidores e revendedores:

“Estamos a fazer tudo para melhorar a situação, inclusive criámos vias alternativas para que o gás butano chegue aos locais de revenda, vamos utilizar todos os meios que estiverem ao nosso alcance para resolver a situação”.
O Jornal de Angola contactou a Polícia Económica para saber se há operações para combater a especulação que atinge a dimensão de autênticos assaltos aos consumidores. Mas até à hora do fecho desta edição não obtivemos nenhuma resposta.
A subida do preço do gás está a deixar as donas de casa desesperadas, um assunto que volta sempre à ribalta no final de cada ano.
Krise Flora revelou, que a situação está criar situações desagradáveis, porque a quem já procura outras alternatinas para conzinhar, “tenhos vivinhos que estão a conzinhar na lenha ou no carvão, é muito triste”, disse.
“A Polícia Económica e os Serviços de Fiscalização do Governo Provincial de Luanda têm de intervir, porque este ano os candongueiros estão a exagerar no preço do gás”, comentou Marlene Vicente, quando estava numa fila, desde as seis da manhã, para adquirir uma botija de gás no revendedor da antiga fábrica Macambira. (jornaldeangola.com)

POSTAR COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

- Publicidade -spot_img

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Casa do estilista Paco Rabanne sofre assalto após sua morte

Ladrões invadiram a casa do estilista espanhol Paco Rabanne, que morreu na sexta-feira (3) aos 88 anos em sua...

Artigos Relacionados

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
  • https://spaudio.servers.pt/8004/stream
  • Radio Calema
  • Radio Calema