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Luso-angolano disse ter sido impedido de viajar porque PGR não tinha contactos em Angola

O cidadão luso-angolano Adriano Parreira, cujas denúncias motivaram investigações a dirigentes angolanos em Portugal, foi hoje informado pela Procuradoria-Geral da República ter sido impedido de viajar, segunda-feira, porque as autoridades necessitavam dos seus contactos em Angola.

Adriano Parreira, professor universitário em Portugal, viu os seus passaportes apreendidos no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, quando tentava embarcar para Madrid, em trânsito para Portugal, noticiou na terça-feira a edição eletrónica do semanário ‘Expresso’.

Em declarações à Lusa, Adriano Parreira disse que compareceu, conforme indicava o auto de apreensão, no gabinete do Procurador-geral adjunto da República, junto da Direção Nacional de Investigação e Ação Penal (DNIAP), tendo sido recebido pelo mesmo às 14:15 locais (13:45 em Lisboa).

Segundo Adriano Parreira, no encontro com o procurador-geral adjunto, que durou cerca de 15 minutos, foi-lhe dito que a interdição já foi levantada e que na quinta-feira poderá reaver os seus passaportes, angolano e português, nos Serviços de Migração e Estrangeiro (SME).

“Forneci o meu número de telefone, o meu endereço e por sugestão do meu advogado até o meu email”, disse Adriano Parreira, resumindo que a ação das autoridades angolanas foi uma “provocação e pura maldade”.

Na segunda-feira, as autoridades migratórias angolanas apresentaram a Adriano Parreira um auto de apreensão em que não constava a justificação para o confisco dos seus passaportes, nem do seu impedimento de viajar, apenas a indicação, sem data, de que deveria apresentar-se ao gabinete do Procurador-Geral da República adjunto, junto da DNIAP.

Por sua iniciativa, Adriano Parreira decidiu apresentar-se hoje, acompanhado do seu advogado David Mendes, na PGR para ser esclarecido da situação e reaver os seus passaportes.

O visado considerou “pura retaliação” a ação das autoridades angolanas, que julga ter a ver com o pedido de averiguação que solicitou, há cerca de um ano, à Procuradoria-Geral da República Portuguesa e ao Ministério Público português, face às constantes denúncias pela comunicação social de atos de corrupção de governantes angolanos.

Uma queixa de Adriano Parreira motivou uma investigação do Ministério Público português a três altos dirigentes do regime angolano – Manuel Vicente, vice-Presidente da República e ex-administrador da petrolífera nacional Sonangol; o general Hélder Vieira Dias, mais conhecido como “Kopelipa”, ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos; e Leopoldino Nascimento, consultor do general “Kopelipa” – por suspeitas de crimes económicos, mais concretamente inícios de fraude e branqueamento de capitais.

(lusa.pt)

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