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Angola mantém posição na lista do BM

Angola manteve a sua 172ª posição na lista dos países que mais reformas introduziram no sentido de facilitar o ambiente de negócios, de acordo com o Relatório “Doing Business 2013” do Banco Mundial. Os analistas consideram que Angola está a reforçar a sua estabilidade económica e regista uma maior facilidade no processo de ligação das empresas fornecedoras à energia eléctrica.
São Tomé e Príncipe registou a melhor evolução entre os oito países de língua portuguesa, com uma subida de três posições, para a 160ª posição geral, apesar de uma reforma considerada negativa pelo Banco Mundial que diz respeito a licenças de construção, cuja obtenção se tornou mais cara para as empresas.
Angola e Portugal foram os únicos países que mantiveram as suas posições anteriores. Dacordo com o relatório “Doing Business” do Banco Mundial, Portugal confirmou o  o seu 30º lugar, entre a lista de 185 países, mesma posição do que na anterior edição, porque procura estimular a actividade empresarial para sair da crise que vive.
“Cientes de que o crescimento económico seria chave para regressar a uma posição orçamental sustentável, as autoridades em Portugal e outros países do sul da Europa tomaram medidas para introduzir reformas abrangentes”, refere o Banco Mundial no relatório “Doing Business 2013”.
As principais reformas portuguesas no ano passado abrangeram a introdução de facilidades na emissão de licenças de construção, do comércio internacional, de insolvências de empresas e flexibilização na contratação de trabalhadores.
Maior economia entre os oito países de língua portuguesa, o Brasil deslizou quatro posições, para 130º lugar, apesar de registar melhorias nas obrigações contratuais, que se tornaram “mais fáceis pela introdução de um sistema electrónico de queixas no tribunal civil do distrito de São Paulo”, refere o Banco Mundial. Outra alteração salientada foi o aumento do prazo de pré-aviso em caso de despedimento de trabalhadores. Penalizador foi o impacto de alterações no registo de propriedade, que vieram “tornar mais difícil a transferência de propriedade através da exigência de um novo certificado de cumprimento das dívidas laborais”.
Cabo Verde continua a ser a segunda economia melhor classificada na lista do Banco Mundial, apesar de ter deslizado três posições em relação ao ano passado, para a 122ª posição. Timor-Leste recuou uma posição para 169º, sendo a principal reforma destacada pelo Banco Mundial a redução da duração máxima de contratos a prazo, a par da introdução de complementos salariais para trabalho nocturno.

Moçambique perdeu sete posições, para 146º, penalizado por indicadores como o acesso à energia eléctrica (174º a nível mundial), registo de propriedade (155º) e resolução de insolvências (147º). Já a Guiné-Bissau continuou a deslizar na tabela, tendo este ano perdido três posições, ficando agora em 179º, entre os seis últimos classificados pelo Banco Mundial. (jornaldeangola.com)

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