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Políticos e peritos da Comissão do Golfo da Guiné começam hoje a debater segurança na região

Políticos e peritos da Comissão do Golfo da Guiné, integrada por Angola, Camarões, Congo-Brazzaville, República Democrática do Congo (RDC), Gabão, Guiné Equatorial, Nigéria e São Tomé e Príncipe, vão debater, a partir de hoje, terça-feira, em Luanda, aspectos inerentes à Paz e Segurança na região em que estão inseridos.

Co-organizado pelo Governo angolano, através do Ministério das Relações Exteriores (Mirex) e o Secretariado Executivo da Comissão Golfo da Guiné (CGG), a conferência de Luanda visa a materialização de um conjunto acções e mecanismos de observação tendentes à estabilidade na zona do Golfo da Guiné, rica em petróleo.

O evento, a decorrer no Centro de Conferências de Talatona, sul da capital angolana, sob o lema “Sem paz não há desenvolvimento”, tem agendado uma série de questões agrupadas em painéis, sendo o primeiro intitulado “O Golfo da Guiné, zona de paz e segurança”.

Seguem-se “A influência da paz e segurança na região do Golfo da Guiné para a estabilidade e desenvolvimento do continente africano”, “A extensão da plataforma continental, necessidade e desafio para a região do Golfo da Guiné”, e “O estado e as consequências da imigração ilegal para a paz e segurança na região do Golfo da Guiné”.

A agenda alista ainda “A experiência da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEDEAO) na manutenção da paz e segurança e ligações para a região do Golfo da Guiné”, “A importância da segurança da região do Golfo da Guiné como rota de transporte marítimo”, e “A contribuição do mecanismo de manutenção da paz e segurança na África Central, à segurança da região do Golfo da Guiné”.

“O ecossistema da região do Golfo da Guiné como parte do seu ambiente de segurança” e “A região do Golfo da Guiné na rede de produção e comércio internacional de droga”, complementam os itens escolhidos pelos organizadores da conferência, que encerra na
próxima quinta-feira com a apresentação da Declaração de Luanda.

Em Agosto último, o secretário executivo da Comissão do Golfo da Guiné, Miguel Trovoada, observou que a problemática da segurança marítima neste espaço exige da organização um papel mais activo, a luz dos seus princípios e objectivos programáticos.

Falando na 2ª sessão extraordinária do Conselho de Ministros da Comissão do Golfo da Guiné, realizada em Luanda, cuja segurança marítima foi o epicentro da reunião, o responsável advogou a tomada de medidas concretas para se ultrapassar os constrangimentos e suprir as carências com que se debate a organização.

Durante o seu pronunciamento, Miguel Trovoada defendeu igualmente o estabelecimento de um grupo de trabalho misto entre peritos civis e militares, a fim de se analisar o formato de colaboração entre a Comissão do Golfo da Guiné e a CEDEAO, no domínio da segurança marítima na região.

(portalangop.co.ao)

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