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Furos artesianos abastecem Zaire

(JA)  O Governo Provincial está empenhado na abertura de poços para garantir o acesso de água potável às populações, sobretudo nas zonas suburbanas e rurais, enquanto se aguarda a construção de barragens e mini hídricas na região. A província, que ostenta uma importante bacia hidrográfica, onde sobressaem os rios Zaire, Mbridge e as cascatas da Serra da Canda e outras fontes, vive ainda com escassez de água.
O problema da água tem sido um tema muito falado na província do Zaire e o fraco abastecimento tem feito surgir algumas opiniões críticas. Desde que Angola se tornou independente, em 1975, o Zaire viveu sempre com problemas de água, por não ter herdado  uma rede sequer de abastecimento da antiga administração colonial.
Para ultrapassar de forma faseada os problemas vigentes neste sector, o governador Joanes André programou a abertura de furos artesianos nas zonas rurais, enquanto se estudam outros mecanismos para a concretização de projectos de vulto nos sistemas de captação e distribuição de água às populações.
O primeiro ensaio, concluído na semana passada, teve resultados satisfatórios na aldeia de Nzau Evua, onde o governador inaugurou um poço artesiano, acoplado a chafarizes de consumo.  O sistema funciona através de um furo artesiano de 60 metros e já está a beneficiar os 1.260 habitantes da aldeia.
Joanes André ofereceu aos aldeões centenas de bidões com capacidade para armazenar 20 litros, acarretar e conservar a água.
“Em Outubro, visitámos a comuna do Nkiende e transmitimos as orientações do Presidente da República no sentido de continuarmos a resolver as preocupações  das populações que requerem soluções imediatas, sendo a água potável um dos problemas focados. Por isso, cá estamos para entregar este bem que fazia muita falta às nossas populações”, disse o governador províncial do Zaíre, Joanes André, quando falava à população. A chegada da água deu um novo alento às pessoas, que passam agora a percorrer menos distância para ir buscar água. “Assim, saímos todos a ganhar, porque antes bebíamos água do rio e muitas vezes provocava-nos doenças”, disse a jovem Anabela Suani.

Alegria

O soba da aldeia do Nkiende, António Garcia Katendi, referiu, também, que o programa “Água para todos” vem numa boa altura, uma vez que as enxurradas que estão a abater-se quase todos os dias têm provocado várias doenças às pessoas que recorrem aos rios.
O novo sistema de abastecimento e fornecimento de água é sustentado por energia eléctrica e contempla um tanque com capacidade para armazenar quatro mil litros de água. Um segundo chafariz está em construção naquela aldeia. Joanes André garantiu que a acção vai estender-se a todos os municípios e comunas. No total, está programada a abertura de 46 furos artesianos para o município sede, Mbanza Congo, para onde já foram traçadas estratégias para a instalação de uma segunda central de captação de água, a partir do rio Lunda.
A acção destina-se a assegurar o abastecimento de água aos habitantes de Mbanza Congo, tendo em conta a carência que ainda se faz sentir neste município. As autoridades tradicionais garantiram ao governador “tudo fazerem para preservar o bem público”.
“Estou apenas a cumprir uma orientação do Chefe do Executivo, Presidente José Eduardo dos Santos, que é servir cada vez mais as nossas populações e estou aqui para tentar dar as melhores condições sociais aos  que vivem na província do Zaire”, disse Joanes André.
“Assumimos o desafio do fornecimento e abastecimento de água e   em menos de 20 dias  construímos esta captação. A nossa província tem condições para dar água potável a todos. Conseguimos encontrar o lençol a 60 metros de profundidade e vamos encontrar mais”, acrescentou.

Trabalho no Nzeto

Depois de ter inaugurado o primeiro projecto de “Água para todos” em Nzau Evua, o governador e membros do seu pelouro rumaram ao município piscatório do Nzeto para, de perto, se inteirarem dos principais problemas que afligem as populações. Durante seis horas, radiografaram a situação socioeconómica da região e visitaram as instalações de captação de água no rio Mbridge.
Joanes André inteirou-se, também, do andamento das obras do projecto de 200 fogos de tipo T3 em construção, onde deu ordens precisas no sentido de ficarem concluídas dentro dos prazos acordados.
No município do Nzeto, o governador avaliou, ainda, o grau de execução física de vários projectos e o funcionamento de outros já concluídos.No rio Mbridge está a ser projectado a nova Estação de Captação e Tratamento de Água para a sede municipal e bairros periféricos. Neste momento, decorrem os trabalhos de colocação da conduta adutora. No Nzeto, o governador reuniu separadamente com os membros do conselho municipal de Auscultação e Concertação Social e com os jovens, pelos quais foi informado sobre algumas dificuldades que estão a viver. Nos dois encontros, Joanes André apresentou o plano de desenvolvimento, no qual constam projectos de realce destinados a catapultar Nzeto para o  patamar de “uma cidade de vida”.

Ponte do rio Mbridge

Na ponte sobre o rio Mbridge, no traçado da estrada Nzeto/Soyo, o governador recebeu do director técnico da Conduril, Bruno Direito, informações sobre o curso normal da empreitada, que teve início em 2011.A conclusão da ponte, que está a ser construída na antiga jangada do Nzeto, vai encurtar a distância de 70 para 30 quilómetros da via que separa a sede municipal e Mukula, na estrada que dá acesso ao município petrolífero do Soyo.

Projecto agro-pecuário

O projecto agro-pecuário da fazenda do Nzeto, empreendimento a cargo de uma empresa israelita e inaugurado em Agosto pelo ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, foi igualmente visitado pelo governador. A fazenda tem um aviário com capacidade para produzir, anualmente, 2.500 ovos, dez mil frangos vivos de corte e 700 toneladas de milho para alimentação de animais.A fazenda foi projectada pelo Executivo à luz do Programa de Combate à Pobreza e tem um vínculo comercial com o Supermercado Nosso Super de Mbanza Congo. Além de poder alavancar a actividade camponesa, a fazenda serve como Centro de Formação, onde os agricultores são potenciados com novos conhecimentos sobre técnicas e práticas de cultivo. (jornaldeangola.com)

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