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Cineastas americanos orientam seminário sobre o financiamento de documentários

Três cineastas norte-americanos da produtora “Showcase” orientaram, ontem, no Cine Atlântico, uma palestra dirigida a produtores e realizadores angolanos sobre os meios a utilizar para aquisição de fundos, a partir dos Estados Unidos, para a produção de documentários.
Enquadrada no programa de formação e troca de experiências da quinta edição do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC Luanda), a palestra teve a participação de 30 pessoas, tendo os cineastas norte-americanos indicado que, pela Internet, os interessados devem acessar o link da “Showcase” – uma indústria independente – para seguirem os passos a dar na obtenção de financiamento e promoção de filmes angolanos no mercado dos Estados Unidos.
A palestra teve início às 10h00 e abriu o Ciclo de Seminários e Mesas-Redondas sobre troca de experiências e apoio aos profissionais angolanos com o intuito de se cimentar o conhecimento no campo cinematográfico.
A formação continua hoje no mesmo horário e vão ser discutidas matérias sobre o manueseamento de equipamentos de filmagens de última geração em vários ambientes cénicos, um tema destinado às pessoas que pretendem fazer “Direcção de Fotografia”.
Depois da abertura, na passada sexta-feira, com a exibição do filme angolano “Rastos de Sangue”, de Mawete Paciência, em que a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, considerou ser “urgente alterar o quadro actual do cinema angolano, marcado por poucos financiamentos para a realização de documentários”, a V edição do FIC Luanda tem reservado sessões competitivas e não competitivas, entre ficção e documentários, num total de 33 filmes.
O Festival de Cinema de Luanda termina quinta-feira e tem entradas livres e exibe, além de filmes angolanos, películas de realizadores portugueses, argentinos, brasileiros, norte-americanos, italianos, franceses, cubanos, moçambicanos, guineenses e espanhóis.
As sessões competitivas decorrem no Cine Atlântico, a partir das 16h30, sendo exibidos hoje os filmes “De Angola à Contracosta”, de Álvaro Romão (Portugal), “Clara Di Sabura”, de João Lopes (Guiné-Bissau), “Castas Para Angola”, de Coraci Ruiz e Júlio Maros (Brasil/Angola) e “A Minha Banda e Eu”, de Inês Gonçalves e Kiluanji Liberdade (Angola).

As sessões não competitivas têm lugar no auditório Pepetela, no Centro Cultural Português, a partir das 16h30, onde é exibido o filme moçambicano “A Carta”, de Michele Mathison.
O júri continua a avaliar as obras em competição nacional e estrangeira, para premiar os seis vencedores nas categorias de curta e longa metragens e documentário.

Confraternização

Um encontro de confraternização entre realizadores e membros do Ministério da Cultura marcou sábado a presente edição do FIC-2012, organizado pelo Instituto Angolano do Cinema, Audiovisual e Multimédia (IACAM), sob a direcção de Pedro Ramalhoso.
Realizadores, entre angolanos e estrangeiros, e altos funcionários do Ministério da Cultura sentaram-se à mesma mesa, num centro comercial da capital, para abordarem aspectos inerentes à produção audiovisual em Angola e noutros países.
Na presença da ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, o encontro de confraternização abriu margem para um “almoço de boas-vindas” aos realizadores estrangeiros, que permanecem no país até 22 de Novembro, data em que termina a presente edição do FIC.

Fonte: JA

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