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Líder do CPO quer obter um bom número de deputados

O líder do Conselho Político da Oposição (CPO), Anastácio Finda, disse que a plataforma política que dirige, concorrente às eleições gerais de 31 de Agosto, pretende conquistar um número razoável de deputados e formar uma bancada forte na Assembleia Nacional (AN), na próxima legislatura.

“Estamos a trabalhar afincadamente junto dos nossos militantes para que votem em massa para obtermos um bom número de deputados, e formarmos um grupo parlamentar forte”, disse o político que dirige esta frente política constituída por cinco partidos, (PADS, ADPA, PDPS, PLUN e PCN).

Segundo Anastácio Finda, o primeiro passo para a concretização deste objectivo já foi dado, com a passagem pelo crivo do Tribunal Constitucional.

Com este passo, esclareceu, as atenções estão agora viradas para a mobilização e sensibilização de todos os seus militantes para afluírem em massa às urnas no dia da votação, e conseguir os objectivos que persegue desde a sua fundação em 1995.

“Cada partido ou coligação tem um propósito no seu projecto político, e nós, por enquanto, queremos atingir o Parlamento e nos anos subsequentes pensarmos mais alto” , disse.

A formação de um governo por parte desta frente política não está fora de hipótese, embora o político diga que “cada coisa a seu tempo”, numa clara alusão à ideia de entrar primeiro na Assembleia Nacional, e, em seguida, pensar-se noutros horizontes. “Temos que subir degrau a degrau, em política existem etapas e obstáculos e estes devem ser ultrapassados consoante o tempo ”, reconheceu.

Confiante no trabalho que esta força política vem fazendo, Anastácio Finda, o homem que dirige o leme do CPO, acredita numa boa safra nas eleições de 31 de Agosto, pois a instituição que dirige está a trabalhar para este propósito.

“Temos fé que teremos um bom resultado durante este processo eleitoral, porque estamos decididos em expressar os nossos votos nas urnas no número 7 e em simultâneo no nosso cabeça de lista”, sublinhou.

Antevendo um processo renhido, Finda disse entender que “é preciso mais trabalho e acções para convencer o eleitorado a depositar o seu voto no lugar certo”, referindo que este trabalho já foi feito, restando apenas esperar pelo dia da votação.

VOTO ANTECIPADO
Durante a conversa, o político mostrou-se favorável quanto ao voto antecipado, contrariando o que defendem outros partidos políticos e coligações na oposição, que alegam ser um caminho para uma suposta fraude. Na opinião do político, os que trabalham em regime de turno, os militares e outras forças para-militares, podem antecipar o seu voto, dada a especificidade da sua actividade que exige prontidão em todos os sentidos.

Segundo a fonte, é preciso afastar o fantasma da fraude do seio dos concorrentes, para que o processo decorra sem quaisquer sobressaltos, avançando que deve haver confiança nas entidades que estão a conduzir o processo. Acrescentou que falar de uma fraude todos os dias não ajuda em nada, senão atrapalhar o próprio processo, para quem este pensamento só campeia nas mentes dos fracos.

“Não é salutar todas as vezes falarse de fraude, numa altura em que o processo caminha a passos largos.

Todos os actores políticos devem ter uma única linguagem sobre o processo, em vez de fomentar quezílias ”, aconselhou, realçando que é necessário acreditar na boa fé das pessoas e das instituições que estão à frente desta difícil, mas nobre missão, rumo à democratização do país.

ADIAMENTO DAS ELEIÇÕES
O político insurgiu-se contra a tendência de alguns partidos políticos que estão a defender o adiamento das eleições por, alegadamente, estarem eivadas de incongruências durante a sua preparação.

“Esses políticos devem abdicar deste pensamento anti-democrático.

O que eles pretendem é, se calhar, coarctar a liberdade dos outros cidadãos em exercerem o seu direito de voto “, referiu.

Anastácio Finda defendeu que não existem razões suficientes para que as eleições sejam boicotadas, numa altura em que todo o cenário está montado para se dar o “tiro da largada” no dia 31 de Julho, altura em que será aberta oficialmente a campanha eleitoral.

“Que razões estes políticos apresentam para inviabilizarem as eleições?”, interrogou-se, insistindo que “ não faz sentido absolutamente nenhum que isso aconteça ”. Disse também que seria absurdo adiar todo um processo como este, para satisfazer a vontade de um ou dois partidos que receiam perder eleições, sendo os mesmos que defendiam que as mesmas fossem realizadas em tempo oportuno, antes mesmo de serem convocadas pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, com base na Constituição da República de Angola.

“Fizeram muitas promessas ao seu eleitorado, mas parece-me que as coisas estão a seu desfavor, mesmo antes de irem às urnas e a solução é o boicote”, acusou.

OBSERVADORES NACIONAIS E INTERNACIONAIS
Com um número que rondará os 100 mil militantes controlados em todo o país, sem, no entanto, revelar os que fizeram o seu registo eleitoral, o líder do Conselho Político da Oposição defende que “ tanto observadores nacionais ou internacionais, como já aconteceu em dois escrutínios, são bem vindos, porque o seu trabalho é eficiente e oferece garantias para uma boa observação eleitoral”.

“Em duas ocasiões, 1992 e em 2008, deu para perceber que os observadores exerceram um papel positivo no quadro daquilo que lhes competia, pois não houve qualquer erro que beliscasse ou contribuísse para a vitória de um, e a derrota de outro “, defendeu, apelando que haja confiança nas equipas dos observadores que vão fiscalizar o escrutínio, até à publicação dos resultados eleitorais.

Ainda sobre as eleições, importa realçar que o Conselho Político da Oposição (CPO) prevê formar cerca de 10 mil delegados de mesa em todo o país, cuja acção específica começou já em Luanda, considerada como a principal praça eleitoral. Essa acção formativa estender-se-á nos próximos dias a Benguela, Huila, Huambo, Namibe, Malanje, Uige e outras províncias.

FONTE: O País

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