MPLA e Unita começam a campanha eleitoral com comícios no mesmo município

A campanha eleitoral para as eleições gerais de 31 de agosto em Angola arranca na terça-feira, com o partido no poder, MPLA, e a principal força de oposição, Unita, a marcarem iniciativas para o mesmo local.

Nas terceiras eleições em 37 anos de independência, que se completam em novembro, concorrem nove formações políticas, das quais cinco são partidos e quatro são coligações.

Os dois principais partidos, MPLA, no poder, e a UNITA, agendaram, respetivamente, um comício e um encontro de militantes para o mesmo município, Viana, norte de Luanda.

A estreante Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE), liderada pelo dissidente da UNITA Abel Chivukuvuku, assinala a abertura da “caça ao voto” com a inauguração da sua sede nacional de campanha, em Luanda.

O igualmente estreante Partido Popular para o Desenvolvimento (PAPOD) vai privilegiar o contacto com os eleitores em Lubango, capital provincial da Huíla.

O Partido da Renovação Social (PRS) optou por Cuango, província da Lunda Norte, nordeste de Angola e bastião tradicional deste partido, terceiro mais votado nas legislativas de 2008, elegendo então oito deputados.

A coligação Nova Democracia (ND), que em 2008 foi a surpresa nas legislativas, ao eleger dois deputados, escolheu Namibe (ex-Moçâmedes), capital provincial do Namibe, sul de Angola, para entrar na campanha eleitoral.

A histórica Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), a braços com uma crise interna que se arrasta desde 1997, entra na campanha eleitoral somente na quinta-feira, quando apresentar o seu Programa de Governo e Manifesto Eleitoral em Malange.

As restantes duas formações políticas concorrentes, todas estreantes, o Conselho Político da Oposição (CPO) e a Frente Unida para a Mudança de Angola (FUMA), não divulgaram o local onde tencionam entrar na campanha eleitoral.

Nas legislativas de 2008, o MPLA totalizou 81 por cento dos votos expressos, elegendo 191 deputados, enquanto a UNITA ficou pelos 10 por cento, com 16 parlamentares eleitos.

Os restantes partidos representados no parlamento eleito em 2008 foram o PRS (oito deputados), a FNLA (três deputados) e a ND (dois deputados).

A campanha eleitoral termina no dia 29 de agosto, com o dia 30 reservado à reflexão eleitoral dos 9.757.671 eleitores inscritos.

Segundo a Lei Eleitoral, a formação que não alcançar pelo menos 0,5 por cento será automaticamente extinta.

Os cinco partidos e quatro coligações concorrentes vão eleger 220 deputados, com listas concorrentes pelo círculo nacional, que elege 130, e os 18 círculos provinciais, que elegem cinco deputados cada um.

Neste escrutínio, serão eleitos por via indireta o Presidente e o Vice-Presidente da República, que serão designados a partir da lista mais votada pelo círculo nacional.

FONTE: Lusa

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