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Moçambique: Embarcação doada pelo Banco Mundial gera polémica ambiental em Inhambane

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Uma embarcação oferecida pelo Banco Mundial a pescadores artesanais de Inhambane, sul de Moçambique, está a aumentar a pesca de tubarões e raias, colocando em risco o ecossistema local, acusam ambientalistas da região.

Há cerca de três meses, o Banco Mundial (BM) doou uma embarcação com motor, dotada de rede de pesca, a um grupo de cinco pescadores artesanais da Praia do Tofo, em Inhambane.

Segundo Carlos Macuacua, fundador da Bitonga Divers, uma organização não governamental que se dedica à sensibilização de comunidades locais contra a pesca de tubarão, desde que a doação ocorreu, o número de animais pescados diariamente aumentou drasticamente.

“Se se a situação continuar, os próprios pescadores vão sofrer, porque vão ter o hábito de pescar muitos tubarões por dia, que não há de durar muito tempo. Os tubarões estão em número contável”, disse à Agência Lusa Macuacua.

O comércio de barbatana de tubarão, que chega a ser vendida localmente a mais de “quatro mil meticais” – cerca de 117 euros -, é, segundo o ambientalista, a motivação económica para os “massacres”.

“Os pescadores, quando tiram o tubarão, a primeira coisa que fazem é remover as barbatanas, que depois são vendidas a intermediários”, explicou Macuacua.

“Quando fizemos o documentário ´Shiver`, percebemos que esses intermediários vendem barbatanas à comunidade chinesa, residente no nosso país, que as recolhem e mandam para a China”, acrescentou.

A região costeira de Inhambane alberga várias unidades hoteleiras e atividades comerciais associadas ao turismo marítimo, sendo a Praia do Tofo a mais emblemática.

Para Macuacua, caso as atividades de pesca de espécies marinhas, como os tubarões ponta-branca, se mantenham, as receitas provenientes do turismo vão sofrer quedas significativas.

“Quando se fala de turismo marítimo em Moçambique, fala-se de Inhambane e do Tofo, porque têm uma grande concentração de espécies com grande valor turístico. Em frente à Praia do Tofo, está-se a fazer pesca furtiva. Acho que é feio para o nosso turismo”, lamentou.

Consciente da realidade socioeconómica da província, onde mais de metade da população vive abaixo do limiar da pobreza, Macuacua apela às autoridades moçambicanas que encontrem uma solução que tenha em conta a sustentabilidade das espécies em risco.

“Ainda não existe uma lei que proteja os tubarões em Moçambique. Apesar da pesca não ser ilegal, os pescadores sabem que o que estão a fazer não é sustentável”, concluiu.

A Agência Lusa tentou, sem sucesso, obter uma reação junto da missão de Maputo do Banco Mundial.

FONTE: Lusa

2 Comentários
  1. Martins Diz

    Bom eu acho k ja devia haver uma lei pk as vezes exageram

  2. lucas malagissa Diz

    Os ambientalistas tEem razao mas nao basta. Devem adiantar propostas de como os pescadores deVem viver sem a pesca do tubarao. Eu acho qUe o governo somos todos nos

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