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Japão alerta sobre relações entre poderes político e militar na China

As relações entre o poder do Partido Comunista chinês e as Forças Armadas desse país passam por uma transformação e constituem um caso de “administração de riscos”, alerta o relatório anual de Defesa do Japão, divulgado nesta terça-feira.

De acordo com o documento, figuras representativas do Exército Popular de Libertação (as forças armadas chinesas) passaram a falar em público e com mais frequência sobre política externa, uma evolução-chave nas relações entre poderes nesse país.

“As relações entre liderança (do Partido Comunista) e o Exército Popular de Libertação tornaram-se mais complexas”, afirma o estudo japonês, que considera esta mudança “um caso de administração de riscos”.

“O grau da influência militar em decisões sobre a política externa mudou”, acrescenta o relatório.

“Como parte da administração de riscos do Japão, reconhecemos que as intenções e os propósitos por trás das ações chinesas se tornaram menos previsíveis”, indicou Toshinori Tanaka, diretor da seção de inteligência estratégica do ministério japonês da Defesa.

A China viu-se nos últimos meses em meio a ásperas disputas por suas reclamações territoriais no Mar da China Meridional, que afetam as suas relações não apenas com o Japão, mas também com as Filipinas e o Vietname.

O relatório anual foi divulgado apenas dias depois que o primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, e o ministro da Defesa, Satoshi Morimoto, sugeriram que o Japão poderá usar a força para proteger um grupo de ilhas em disputa com a China (Senkaku para o Japão, Diaoyu para a China).

“As iniciativas (militares) da China, aliadas à falta de transparência em seus assuntos de segurança, são uma fonte de preocupação”, indica o documento, que recorda que os gastos chineses com defesa se multiplicaram por 30 nas últimas duas décadas.

O relatório japonês também reserva um alerta sobre a Coreia do Norte pela continuidade de suas experiências com o lançamento de foguetes de longo alcance.

“A Coreia do Norte está trabalhar arduamente para desenvolver armas de destruição em massa e mísseis balísticos”, afirma o relatório, acrescentando que essas iniciativas “aumentam as tensões na península coreana e são um fator de severa instabilidade para a segurança no leste asiático”.

Fonte: AFP

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