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Investigação científica considerada pedra angular do desenvolvimento em Angola

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O ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Afonso Pedro Canga, considerou quinta-feira, no Huambo, que a investigação científica, enquanto processo contínuo e de permanente procura de conhecimentos e soluções para os difíceis e complexos problemas da sociedade, é a pedra angular de desenvolvimento.

Segundo o governante, que intervinha no encerramento das primeiras jornadas científicas de investigação agrária, realizadas de 25 a 26 deste mês nesta cidade, a resolução dos problemas da alimentação de forma sustentável depende da capacidade dos investigadores e das suas reacções perante os fenómenos e eventos naturais que interferem no processo produtivo e limitam a produtividade das espécies e a sua qualidade.

No mundo de hoje, de acordo com Afonso Canga, o conhecimento científico é considerado a primeira riqueza de uma nação, cuidar deste conhecimento é uma forma de desenvolvimento dos governos e deve ser encarado como uma preocupação colectiva.

Afirmou que o aumento das necessidades crescentes das populações na procura de mais bens materiais, em particular de alimentos, é um grande desafio que se coloca aos cientistas que têm a responsabilidade de criarem tecnologias inovadoras cada vez mais eficientes, sem perigar os ecossistemas e saúde dos consumidores.

Para este desafio, o ministro disse ser dever dos investigadores procurarem sempre a excelência, introduzindo, deste modo, inovações nos sistemas de produção e estarem sempre actualizados com sentimento de que o que sabem é ainda insuficiente.

Referiu que a geração de conhecimento deve ser considerada investimento com retorno garantido a médio e a longo prazo, visto que para o Executivo angolano, liderado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, prioriza a formação de quadros altamente qualificados e a investigação científica está em primeiro lugar na política e estratégia de desenvolvimento social e económico.

Neste contexto, o ministro Afonso Canga sublinhou que, em consequência do que diz respeito à investigação no país, o Executivo está a desenvolver um grande programa de reestruturação do sistema centrado e adequado na formação de quadros aos níveis de licenciatura, mestrado e doutoramento no país e no estrangeiro.

“Também foi dada uma especial atenção na construção e apetrechamento de infra-estruturas para criação de melhores condições para os trabalhadores de investigação e suas famílias”, disse, acrescentando igualmente a reabilitação das antigas unidades orgânicas e dos institutos de forma a responderem com as nossas necessidades e de um mundo em constante e rápidas mudanças.

De acordo com o governante, é necessário ainda continuar a trabalhar cada vez mais e publicar todos os trabalhos com maior qualidade, de modo a se partilhar os conhecimentos e colocá-los à disposição da massa académica, obedecendo necessariamente as regras da investigação científica.

Nesta esteira de pensamento, defendeu a necessidade de se definir condições dos investigadores, como mérito de serem valorizados e premiados, pelo que incentivou a juventude angolana no sentido de apostar no ramo da investigação científica começando da base, com sacrifício e determinação, assim como saberem levantar e andar quando se cai.

Durante as jornadas, os participantes debaterem e analisaram informações do actual momento da investigação agrária em Angola nos mais diversos capítulos, desde o melhoramento das plantas, sua protecção, os solos, a fertilidade, a sanidade, a produção de sementes, a produção de matrizes e de reprodutores.

Participaram do encontro os investigadores e especialistas de instituições nacionais e internacionais parceiras, entre as quais a Universidade de Valência (Espanha), o Instituto Nacional de Investigação Agrária de Moçambique e da Universidade Técnica de Lisboa (Portugal), além de quadros nacionais dos Institutos de Investigação Agronómica (IIA) e Investigação Veterinária (IIV).

As jornadas tiveram por finalidade promover discussões sobre a criação, adaptação e aplicação das tecnologias para o aumento da produção e da produtividade.

FONTE: Angop

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