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Ginásios nas ruas

Em Luanda há oferta de ginásios e outros espaços de educação física com qualidade. Os profissionais são competentes e prestáveis. Para manter a forma e cuidar da saúde. Hoje há ginásios comunitários em vários espaços públicos de todos os municípios, uma iniciativa do Governo Provincial de Luanda.
Vale a pena abandonar o sofá e ficar com os olhos pregados à televisão e ir para a rua. Os ginásios comunitários estão à disposição de todos. Ninguém tem que pagar e os mais experientes até servem de professores de educação física. Os dias de Cacimbo e os fins de tarde amenos levam dezenas de vão para os ginásios comunitários fazer exercício físico para perderem aqueles quilinhos a mais ou tonificar os músculos adormecidos.
A criação de ginásios comunitários é um programa do Executivo e está a ser aplicado a nível nacional, através dos Governos Provinciais. Em Luanda já existem ginásios na Ingombota, Samba, Sambizanga, Rangel, Kilamba Kiaxi, Viana e Cacuaco.
Por volta das 17 horas, o ginásio comunitário do Primeiro de Maio começa a ficar apinhado de pessoas. Crianças, jovens, adultos e idosos fazem os seus exercícios físicos. No Largo da Independência há centenas de pessoas a correr ou em marcha acelerada. São homens e mulheres, que por motivos de saúde ou de estética, se dedicam ao desporto. Os “treinos” só terminam por volta das 21horas.
Os que moram nas redondezas dos ginásios ficam até depois das 21 horas, como constatou a reportagem do Jornal de Angola. As zonas da Samba, Ilha do Cabo, Nova Marginal, Largo da Independência, são as áreas que mais recebem praticantes de exercícios físicos. São zonas bem iluminadas e com agentes da ordem pública presentes, para garantir a todos segurança e tranquilidade.
Domingos Catraio é desportista amador e sente grande satisfação por ter um ginásio comunitário na rua, que pode usar a qualquer hora.

Satisfação dos luandenses

“Nós queremos mais. Mas estamos satisfeitos com essa iniciativa do Governo Provincial de Luanda, porque reconheceram que precisamos de lazer, os luandenses levam uma vida muito agitada e às tardes recorrem aos ginásios para cuidarem da saúde física e mental. Com os ginásios comunitários, jovens e adultos praticam os exercícios que querem e conseguem ter uma vida mais tranquila e saudável”, disse Domingos Catraio.
Paula Costa, 34 anos, treina no Largo da Independência, o seu lugar preferido de segunda a sexta-feira, a partir das 17 horas: “aproveito para tirar a barriga”. Caminhadas e corridas são as suas “modalidades” preferidas para manter a forma. Paula Costa louva a iniciativa do Executivo, ao criar ginásios comunitários em todos os municípios.
“Hoje não temos de que reclamar, porque o Executivo tem feito obras importantes a pensar em nós. Anteriormente, era difícil encontrar espaços de lazer. Hoje temos vários sítios de lazer ao ar livre”, disse.
Antes dos ginásios comunitários “tínhamos vontade de caminhar, fazer exercícios e não tínhamos como pagar um ginásio. Agora fazemos exercício físico em espaços bem apetrechados sem nos preocuparmos com o tempo e o pagamento. Isso é muito bom. Agora só precisamos cuidar e preservar este bem público, para o nosso bem”, reconheceu Paula Costa.
José Coque, de 29 anos, deixou de praticar exercícios físicos há seis anos. Hoje com o ginásio comunitário, sempre que tem um tempo livre vai ao Largo da Independência. Está satisfeito com o programa da criação de ginásios comunitários a nível nacional, através dos governos provinciais. Disse à reportagem do Jornal de Angola que os ginásios comunitários “dão grandes benefícios e oportunidades aos cidadãos, porque têm a possibilidade de praticar gratuitamente exercícios para melhorar a sua forma física e a saúde”.
João Coque diz que “é preciso mudar o estilo de vida, sair um pouco da rotina e fazer uma vida mais natural, comer melhor, fazer caminhadas e respirar ar puro. Nos ginásios comunitários podemos fazer uma vida saudável”.
Por motivos de doença, Fátima Vigário é obrigada a caminhar no espaço do Largo da Independência. “Nestes ginásios conseguimos manter um corpo são, saúde e bem-estar, além de conseguirmos melhorar a auto-estima, diminuir a ansiedade e depressãol”, referiu. As máquinas de pesos não têm descanso, as bicicletas não param, dando aos ginásios comunitários um ambiente vivo e cheio de corpos suados.

Samba com capoeira

Na Samba, para quem não aprecia as máquinas de pesos, sempre pode optar por frequentar as aulas de capoeira, que são ministradas em grupo por professores especializados.  Paulo Brás, funcionário de um ginásio particular na cidade de Luanda, reconheceu que a criação de ginásios comunitários são uma mais-valia para a população, porque todos podem cuidar da sua saúde com exercícios.
“Este programa do Executivo vem facilitar a vida dos que não têm condições para pagar a utilização de um ginásio particular. A única desvantagem é que perdemos muitos clientes”, concluiu.

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