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Cabo-Verde: Estado da Nação marcado por acusações de fraudes eleitorais entre poder e oposição

O primeiro-ministro cabo-verdiano desafiou hoje a oposição para um debate aprofundado sobre fraudes eleitorais em Cabo Verde, proposta que suscitou uma acesa troca de acusações entre Governo e o líder do MpD sobre quem cometeu o quê.

A proposta de José Maria Neves, chefe do executivo cabo-verdiano e também líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), desencadiou acusações mútuas com o presidente do Movimento para a Democracia (MpD), Carlos Veiga, deixando de lado o debate sobre o Estado da Nação.

Após as intervenções iniciais, José Maria Neves e Carlos Veiga levaram a discussão a recuar no tempo e a fazer comparações entre as governações do MpD (1991/2001) e do PAICV (no poder desde 2001).

“A última pessoa em Cabo Verde que tem moral para subir a esta tribuna e falar de fraude eleitoral é Carlos Veiga. Convido este Parlamento para debater abertamente a problemática da fraude, desde 1991 a esta parte, para sabermos quem faz fraude e quem manipulou e utilizou recursos do Estado nestas eleições autárquicas. O Estado não é só o Governo. Há também as autarquias locais”, argumentou José Maria Neves.

Carlos Veiga refutou as afirmações e, por sua vez, desafiou o primeiro-ministro a provar as acusações.

“Se diz que sou a última pessoa com moral para falar de fraude vai ter de o provar, porque o povo cabo-verdiano sabe quem tem feito fraude”, disse.

José Maria Neves reagia a uma intervenção de Carlos Veiga, que lembrou as derrotas eleitorais do PAICV nas presidenciais de agosto e nas autárquicas deste mês, recordando ao líder do MpD as três vitórias nas legislativas de 2002, 2006 e 2011, altura em que abordou a questão das fraudes eleitorais que, disse, remontam a 1991.

Calos Veiga rebateu, argumentando que o que está em julgamento não são as legislaturas do passado, mas os 11 anos de governação do PAICV, “que não conseguiu os resultados obtidos pelo MpD” na década de 90.

“Estou orgulhoso da década de 90, porque conseguimos baixar o desemprego, fazer crescer a economia a taxas elevadas, trouxemos a democracia e elevamos o nível de vida das pessoas. E o senhor não conseguiu nenhum desses objetivos, apesar de ter tido acesso a mais recursos do que nós”, respondeu.

“Não estou a pedir que se demita, o senhor não perdeu as eleições e tem a maioria no parlamento para continuar a governar. Mas oiça o povo, que está farto de promessas que o senhor não cumpre”, concluiu.

FONTE: Lusa

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