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    Guiné-Bissau: Liga dos Direitos Humanos apresenta “quadro negro” sobre situação da mulher

    A Liga Guineense dos Direitos Humanos apresentou hoje um “quadro negro” da situação da mulher no país, onde, diz, 64 por cento é analfabeta e apenas um por cento participa nas tomadas de decisão política.

    Estes dados foram apresentados hoje pelo presidente da Liga, Luís Vaz Martins, no âmbito do lançamento de um projeto de sensibilização dirigida às mulheres visando a mudança das mentalidades de toda a população, apoiado pela ONU Mulheres, gabinete das Nações Unidas que trata das questões do género e das mulheres.

    De acordo com Vaz Martins, a mulher representa 52 por cento da população guineense mas ela é a “parte mais fraca da sociedade”, sendo até hoje vítima de situações degradantes da condição humana.

    “Há um elevado grau do analfabetismo entre as mulheres, cerca de 64 por cento, há fenómenos culturais como a mutilação genital, o casamento forçado ou precoce, há desigualdades de todo o tipo e ainda por cima apenas um por cento das mulheres participa nas tomadas de decisão política do país”, destacou o presidente da Liga.

    Luís Vaz Martins salientou também o facto de que são as próprias mulheres que admitem, em certos casos, ser natural serem sujeitas a atos de violência doméstica.

    “A violência doméstica contra a mulher campeia no país, atingindo um nível de cerca de 85 por cento. O mais grave é que algumas mulheres acham normal ser alvo deste mau trato”, enfatizou Vaz Martins, falando para uma plateia de 55 ativistas dos direitos humanos, na sua maioria mulheres.

    Luís Vaz Martins admitiu que “até houve progressos nos últimos anos” no que diz respeito aos direitos das mulheres, mas salienta que as melhorias se ficaram pelo capítulo da adoção da legislação.

    “Ter uma legislação boa contra a prática da Mutilação Genital Feminina ou de tráfico de seres humanos por si só não basta para mudar a condição de vida da mulher, é preciso ir mais longe, sobretudo fazer cumprir a lei e dar a conhecer a legislação”, defendeu o presidente da Liga dos Direitos Humanos.

    É para essa mudança das mentalidades que a Liga, a par de outras organizações que intervêm no domínio da promoção dos direitos da mulher, lança a partir de hoje o projeto de sensibilização visando capacitar 55 ativistas os quais irão trabalhar com as mulheres e líderes de opinião nas aldeias de seis regiões.

    O projeto vai durar nove meses.

    FONTE: Lusa

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