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    Portugal: Jardim diz que “há saída” para a crise e defende alongamento do prazo de pagamento da dívida

    O presidente do Governo da Madeira afirmou hoje que “há saída” para a atual situação financeira do país, defendendo ser necessário “alongar no tempo o prazo de pagamento do crédito aos bancos e dívidas soberanas”.

    “Isto tem saída, há solução para isto, o que não se pode é ter estratégia em que Estados soberanos venham a privilegiar, dar prioridade ao pagamento às entidades financeiras, ao poder financeiro que provocou toda esta desorganização financeira que arrastou esta crise”, disse Alberto João Jardim, na inauguração de quatro novos pavilhões no Parque Empresarial de Santana, que considerou “estruturas de alavancagem dos territórios municipais e perspetivados para o tempo”.

    Segundo o governante madeirense, “não faz sentido uma política em que a população esteja a ser sobrecarregada para que primeiro se tenha que pagar aos poderes financeiros que foram os culpados da situação da presente crise”.

    “Torna-se necessário alongar no tempo o prazo para pagamento de crédito, quer de bancos, quer de dividas soberanas dos Estados, a uma taxa de juro mais baixa do que aquela que está a ser praticada”, defendeu.

    Para Jardim é preciso ainda “não ter receio de pôr mais massa monetária em circulação, rigorosamente adstrita ao investimento e criação de emprego, mesmo que implique uma certa inflação, que não é má, desde que esteja controlada”, e que o poder político “se imponha aos financeiros”.

    Sustentou igualmente ser necessário fazer “as reformas importantes no sentido de atrair investimento, em setores que vão desde a justiça à própria administração pública, que deve ser mais desburocratizada, mais desregulamentada, porque o excesso de burocracia e regulamentos é o maior inimigo da atração dos investimentos”.

    Jardim argumentou ser também “preciso manter o estado social, custe o que custar, porque alturas de crise implicam sempre problemas sociais” e “acabar com aquele tipo de benesses que não são essenciais para sobrevivência das pessoas, mas existem para pessoas que não precisam e vêm apenas acelerar o consumismo”.

    O governante madeirense argumentou ser ainda imprescindível “que sejam suspensas determinadas normas jurídicas que permitem greves e outras fantasias, como nos setores dos transportes”, dando como exemplo a paralisação dos controladores aéreos, que foi entretanto suspensa.

    “Quando o Estado se encontra nesta emergência e estamos com população extremamente sobrecarregada há direitos corporativos que devem ser suspensos e só devem ser retomados quando situação estiver normalizada”, observou.

    Jardim declarou que Portugal está “a viver um grande absurdo”, pois “o regime bateu no fundo e o país está sob administração estrangeira”, criticando a “classe política situacionista” e os partidos políticos que “são uma clientela do regime politico”.

    FONTE: IONLINE

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