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Ndalatando a caminho do desenvolvimento

A cidade de Ndalatando assinalou, a 28 de Maio, 56 anos de existência, com várias actividades culturais, com destaque para o ritual ao Morro do Mbinda.
Membros da administração municipal do Cazengo, autoridades tradicionais e outros convidados reuniram-se, no final de semana, para realizar o ritual tradicional, de forma a agradar aos espíritos e evitar os constantes acidentes na Estrada 230, que dá acesso às províncias de Luanda e Malange.
O soba grande José Lino frisou que quando chega o 28 de Maio, as autoridades governamentais e tradicionais vão ao Mbinda, levando bebidas, pão, açúcar, cola e gengibre. Colocam-se pratos por cima de pedras nas ribanceiras do morro, principalmente nos locais em que se registam mais acidentes de viação. A alimentação é oferecida aos espíritos ali existentes, para que reduzam os acidentes.

Origem do nome

Quanto ao nome da capital do Kwanza-Norte, a autoridade tradicional disse que partiu das palavras “Ndala” e “Tando”, relacionadas com os primeiros sobas da região.

José Lino explicou que em 1936, a cidade foi baptizada com o nome de Salazar, em homenagem ao ditador português. Mas, 20 anos depois, o diploma legislativo nº 2.757, de 28 de Maio de 1956, elevou a vila Salazar à categoria de cidade.
Documentos fornecidos pela administração municipal do Cazengo esclarecem que após a Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, o Governo da República Popular de Angola devolveu à cidade o nome de Ndalatando, no dia 18 de Julho de 1976. Ndalatando é hoje a sede do município do Cazengo e, segundo dados históricos, existe desde a década de 40, do século XIX.
A cidade é limitada a Norte pelo rio Luinha e a Leste, Sul e Oeste pelo rio Lucala. O ponto mais alto de Ndalatando é o Morro de Santa Isabel, com 1.014,5 metros.
Anteriormente, a localidade do Cazengo integrava as povoações de Camujequete, Quissecula, Protótipo, Pedra d´Água, Guardachiga, Tumbinga, Catoco, Mutemua, Mulemba de Baixo e de Cima, Caxilo, Capexe, Cassassa, Cacululo, Cazenga, Zavula, Quifue, Ngola Cafuxe, Honga e Ndalatando, a sede do município.

Divisão administrativa

Apesar da existência de pequenos comerciantes e agricultores locais, a cobiça dos colonos pelas ricas terras e riquezas existentes fez com que os nacionais fossem expropriados das suas terras férteis e remetidos a trabalhos forçados.
O primeiro grupo de colonos portugueses, que chegou a Ndalatando saiu do Dondo. Outros colonos utilizaram a rota da Trombeta, passando pela Canhoca. O soba grande recordou que um dos primeiros comerciantes foi o mais velho Carreira, bisavô do falecido general Henrique Teles Carreira “Iko”, que se instalou em Quilombo Quiamahonjo, tendo dado um grande contributo, na época, para o desenvolvimento do Cazengo.
José Lino salienta que além de ter sido o primeiro comerciante da região, o mais velho Carreira ocupou o cargo de administrador do posto administrativo de Caculo-Camuinza, em 1879.
A cidade de Ndalatando registou um grande crescimento com a instalação dos Serviços de Luta contra a Doença do Sono, com a construção de mais postos de saúde, centros médicos e a introdução das culturas do algodão, café, óleo de palma, banana, cana-de-açúcar, cacau, mandioca, sisal, girassol, milho, fruticultura e hortícolas.
Ndalatando possui uma floresta tropical densa de excelentes espécies de madeira, como a moreira, tacula, muanza, quibaba, quitete, gravilha, eucalipto, pau-ferro e mafumeira.
Na sua fauna encontramos o macaco, coelho, javali, mabeco, veado, kaseixa, jibóia, lebre, numa altura em que a hiena e o lobo se encontram em vias de extinção, podendo ainda encontrarem-se diversos antílopes, aves de bela plumagem, pombos verdes e morcegos gigantes.

Locais turísticos atraentes

O município sede tem 1.793 quilómetros quadrados de superfície, compreendendo a comuna da Canhoca, sectores de Zavula e Zanga, e 117 bairros, sendo 46 da periferia e 71 suburbanos, e uma população estimada em 143.596 habitantes.
O clima da cidade de Ndalatando é tropical e a temperatura média anual é 20º C e raramente a máxima excede os 25º C. A média de precipitação anual ronda os 800 mm. A cidade possui vários locais de interesse turístico e histórico. A cidade tem hotéis, pensões, restaurantes, discotecas e centros recreativos.
As quedas dos rios Muembeje e Lucala, o rio Lussue, o Centro Botânico do Quilombo, as cataratas do Monte Redondo, a fonte de água Santa Isabel, as furnas do Zanga e de Monte Belo são lugares de uma beleza extraordinária.
Na localidade do Zanga é explorado o mármore, isto, desde a década de 50 do século passado. O manganésio e o ferro são outros minerais em abundância na região.

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