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Moçambique: Gás de Temane vai gerar mais negócios – Guebuza

O Presidente Armando Guebuza, anunciou hoje, em Temane, alguns projectos a beneficiarem da expansão de produção de gás natural na central da petroquímica sul-africana Sasol em Temane, província de Inhambane, sul do país.

Guebuza fez este anúncio falando na cerimónia de inauguração do projecto de expansão da Central de Processamento (CPF) da Sasol, que aumentou a sua capacidade de produção de gás natural dos anteriores 120 milhões de gigajouls para 183 milhões.

“A expansão deste empreendimento permite a maior disponibilização de gás para o consumo local, incluindo para a construção e operação de uma rede de distribuição de gás natural na Cidade de Maputo e no Distrito de Marracuene e a viabilização da construção de centrais eléctricas em Chókwè e Ressano Garcia”, disse Guebuza.

Igualmente, Guebuza disse que este projecto irá contribuir para a poupança de divisas para importação de combustíveis líquidos e de gerar oportunidades de negócio para várias empresas locais, incluindo as de consultoria, de construção, de segurança e de transporte de carga, entre outros.

Dos 63 milhões de gigajouls de gás natural adicionais a serem produzidos pela central de Temane, 27 milhões de gigajouls ficam para o mercado moçambicano e os outros 27 milhões destinam-se a África do Sul. Os remanescentes nove milhões de gigajouls representam o gás alocado ao governo moçambicano.

“Estamos cientes que com o início desta fase o empreendimento de gás natural desempenhará um papel preponderante no desenvolvimento sócio-económico do nosso belo Moçambique, constituindo a espinha dorsal para a implantação de infra-estruturas de produção, transporte e distribuição de gás natural para o mercado nacional e de exportação, contribuindo assim para a industrialização do País”, referiu.

A Sasol explora gás natural de Temane, uma pequena zona do distrito de Inhassoro, província de Inhambane, desde 2004 através de um gasoduto que liga aquele ponto de Moçambique a Secunda, na vizinha África do Sul, num percurso de 865 quilómetros. A Sasol investiu cerca de 12 biliões de rands nesse projecto, cuja construção arrancou em 1999.

Guebuza disse que o início da produção comercial do gás natural de Pande e Temane, em 2004, sob os auspícios do Governo e da Sasol, foi um marco histórico importante que colocou Moçambique no mapa dos países exportadores de gás natural e condensado.

Segundo referiu o estadista moçambicano, igualmente, esta operação catapultou o país para o desenvolvimento da indústria de gás natural, gerando postos de trabalho e promovendo o surgimento de diversas empresas de prestação de serviços.

Guebuza disse estar ciente da necessidade de continuar a envidar esforços para a pesquisa e produção de hidrocarbonetos e outros minerais em Moçambique para que estes sirvam os propósitos do desenvolvimento integrado e equilibrado, tendo em conta as gerações vindouras.

Para o efeito, o Governo tem vindo a adequar a legislação para que a mineração e a exploração de hidrocarbonetos se realize de forma transparente, com respeito à sustentabilidade sócio-económica e ambiental tendo em vista a arrecadação de maiores benefícios para o país.

“Neste sentido, e como prova desse compromisso, a legislação em vigor preconiza a exploração sustentável dos recursos minerais e a alocação de uma percentagem das receitas provenientes desta actividade às zonas hospedeiras desses projectos, como forma de criar e alargar o leque dos benefícios para a população local”, exemplificou.

“Por forma a aumentar os benefícios que advêm das descobertas desses recursos, temos que superar o desafio de formar quadros qualificados para responderem às necessidades dos empreendimentos mineiros, de hidrocarbonetos e outros. Neste sentido, o Governo aprovou a Estratégia de Formação e Capacitação de Recursos Humanos para o período compreendido entre 2010 a 2020”, acrescentou.

Fonte: RM/AIM

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