InicioAngolaHollande sublinha a possibilidade de intervenção militar na Síria após massacre

Hollande sublinha a possibilidade de intervenção militar na Síria após massacre

A possibilidade “de uma intervenção militar não se pode excluir” para pôr fim à crise na Síria, sobretudo após o massacre de 108 pessoas – metade das quais crianças – que o regime levou a cabo em Houla, disse o Presidente francês nesta terça-feira à noite.

“Não é possível continuar a permitir a Bassar Al-Assad massacrar o seu próprio povo”, disse François Hollande na sua primeira entrevista televisiva, na France 2. A intervenção militar internacional, no entanto, só poderia acontecer “respeitando a lei internacional, ou seja, após ser aprovada uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

Essa não é, no entanto, a posição dos Estados Unidos. Um porta-voz da Casa Branca disse não acreditar que uma intervenção militar na Síria fosse a acção mais recomendável nesta altura, porque conduziria a mais caos e derramamento de sangue, relata a Reuters. No entanto, sublinhou o porta-voz Jay Carney, nenhuma opção foi retirada da mesa. Os Estados Unidos foram um dos vários países ocidentais que hoje expulsou os embaixadores da Síria nas suas capitais, numa acção concertada para condenar o massacre de crianças, mulheres e homens em Houla, na sexta-feira. Estados Unidos, França, Reino Unido, Canadá, Alemanha, itália, Espanha Austrália e Bulgária deram ordem de expulsão aos diplomatas sírios.

A China e a Rússia, membros permanentes do Conselho de Segurança, têm sempre bloqueado a aprovação de resoluções musculadas visando a Síria. “É meu dever e de outros líderes convencer a Rússia e a China, e encontrar uma solução que pode não ser necessariamente militar”, assumiu François Hollande.

O Presidente francês prometeu abordar a questão com Vladimir Putin, o Presidente russo, que visitará Paris na sexta-feira. “São os russos, com a China, que estão mais relutantes sobre a questão das sanções”, disse, recordando que convocou para o início de Julho uma conferência dos “Amigos da Síria” com o objectivo de ajudar a oposição síria a organizar-se para se substituir ao regime de Damasco.

Kofi Annan, o enviado de paz das Nações Unidas para a Síria, encontrou-se com o Presidente Bashar Al-Assad, exigindo-lhe que ponha imediatamente termo à violência. A Síria chegou a um ponto de não retorno, fez-lhe notar o ex-secretário-geral da ONU, e a comunidade internacional está demasiado preocupada com o que se está a passar.

No relato de Annan, Assad condenou ele próprio o massacre, negando a sua autoria. Os autores foram “terroristas” islâmicos”, disse – contrariando os relatos de testemunhas que são divulgados por membros dos rebeldes sírios e também pela missão de observadores das Nações Unidas que está no terreno.

“Parte das vítimas foram mortas por disparos de artilharia, o que aponta com toda a clareza para que a responsabilidade seja do Governo. Só o Governo tem armas pesadas, tanques, obus”, disse Hervé Ladsous, chefe da missão da manutenção da paz da ONU, citado pela Reuters.

Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, classificou o ataque de Houla como “a mais clara prova até agora” da recusa de Damasco em aplicar as resoluções das Nações Unidas”. E para que não subsistam dúvidas: “Consideramos o Governo sírio responsável por este massacre de vidas inocentes.

Fonte: PUBLICO

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