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São Tomé e Príncipe quer aproveitar localização para ter oportunidade

Será São Tomé e Príncipe uma oportunidade? A questão trouxe esta segunda feira o primeiro-ministro do arquipélago, Patrice Emery Trovoada, a Lisboa para explicar o porquê de achar que sim, há oportunidades em São Tomé e Príncipe.

No auditório n.º1 da Universidade Lusíada, na zona da Junqueira, o governante são-tomense explicou a uma audiência constituída, em iguais partes, por portugueses e naturais do seu país, por onde é que São Tomé e Príncipe se poderá evidenciar: «Não pensamos no petróleo, porque estamos há dez anos à espera e isso criou problemas. A grande vantagem de São Tomé e Príncipe é a sua posição geoestratégica», começou por dizer Patrice Trovoada.

Para o primeiro-ministro, essa é a peça fundamental para o desenvolvimento do arquipélago. «Estamos no equador; no centro do Golfo da Guiné. A África Central está a duas horas, assim como todos os países desde Angola, a sul, até à Serra Leoa, a norte…junto a nós está um mercado com cerca de 300 milhões de consumidores, naquela que é a região mais rica da África subsaariana», enumerou Patrice Trovoada.

A região onde está São Tomé e Príncipe é também um poço de riqueza, com «uma média de produção de cinco milhões de barris de petróleo por dia, na zona com a maior produção de cacau, com bauxite, manganésio, gás, fosfatos…», esclareceu o governante.

Perto está também a Nigéria que, segundo Patrice, «será o terceiro país do mundo com o maior número de habitantes, a seguir à China e Índia». Juntam-se os vizinhos que fazem parte de países africanos em crescimento, como o Gana, Guiné Equatorial, Congo ou Gabão. Países que atravessam alguns problemas sociais, os quais São Tomé e Príncipe pode ajudar a aliviar. «São Tomé e Príncipe é uma democracia que pode facilitar os negócios no Golfo da Guiné, podendo oferecer infraestruturas que nos seus países demoram a ser construídas devido à corrupção ou burocracia. Somos um país pequeno, temos de pensar regionalmente», disse.

Patrice Trovoada evidenciou também o desenvolvimento que a cintura equatorial está a ter no mundo, com países como Singapura, Índia, Brasil ou Indonésia a destacarem-se nos países em desenvolvimento.

Para o primeiro-ministro é essencial construir «um bom sistema, com boa política, boa justiça, segurança e formação de quadros especializados». «Honestidade, trabalho, reconhecer o mérito e aprender a sorrir… é um desafio mas é possível, temos é de ser inteligentes», concluiu.

Fonte: ABOLA

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