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Navios em Cabinda e comboio no Luena

A nova ponte cais de Cabinda tem condições técnicas operativas para receber navios de grande porte com cargas em contentores importadas pelos agentes da província, garantiu no domingo o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, depois de ter testemunhado a chegada do primeiro navio de grande porte na nova ponte cais.
Acompanhado pelo governador de Cabinda, Mawete João Baptista, e de outros membros do Executivo, Augusto Tomás ouviu explicações técnicas sobre os últimos trabalhos, que vão garantir maior segurança a contagem de navios, manuseamento de cargas e a circulação de camiões.
O presidente do Conselho de Administração do Porto de Cabinda, Nazareth Neto, assegurou que a ponte cais está operacional. “Estamos em condições de receber os navios de longo curso. Neste momento, a ponte vai pôr termo à dependência do porto de Ponta-Negra”, afirmou.
Salientou ainda que a nova estrutura tem muitas vantagens em termos de apoio a outras regiões vizinhas, como a República Democrática do Congo (RDC). “Esta ponte cais pode também servir de trampolim para os agentes importadores do Congo Democrático e seus armadores, que em vez de descarregarem as mercadorias na Ponta Negra podem fazê-lo em Cabinda, utilizando a via terrestre da fronteira do Yema”, precisou.
Nazareth Neto exortou as equipas de fiscalização do Estado para um controlo mais eficaz dos preços a serem aplicados pelos agentes económicos, uma vez que os custos em relação a Ponta Negra vão ser mais baixos.
O primeiro navio a atracar na nova ponte cais de nome Saloos, veio de Ponta Negra com 101 contentores com mercadoria diversa.

Comboio técnico

Um comboio técnico do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) chegou na sexta-feira ao Luena, província do Moxico, para fazer os últimos acertos na linha, abrindo-se boas perspectivas para a retomada da circulação ferroviária na província até ao mês de Agosto.
No início deste mês, o ministro dos Transportes afirmou que o comboio chega ao Luena em Agosto, para fazer a ligação com a região austral do continente africano, através da fronteira com a Zâmbia.
Augusto Tomás garantiu que, até ao final deste ano, o comboio chega ao Luau (Moxico), último destino do CFB na ligação com a República da Zâmbia, e que estão a ser feitos “avanços extraordinários” que vão dar um enorme contributo para o desenvolvimento do país.
Ao dirigir-se aos funcionários do Caminho-de-Ferro de Benguela e da Escola Nacional de Formação Rodoviária Comandante Nzaji, disse que o comboio já apitou experimentalmente no Bié e que, neste momento, faltam menos de 30 quilómetros para a linha férrea chegar ao Luau.
O presidente do Conselho de Administração do CFB, José Carlos Gomes, adiantou que a modernização obrigou a empresa a investir na aquisição de oito locomotivas, 66 carruagens, das quais 48 já se encontram na cidade do Lobito, e 94 vagões, cuja entrega começou em Abril e termina em Julho.
A empresa investiu na execução de ramais e ligações ferroviárias e necessita de seis unidades múltiplas para o transporte de 380 passageiros, nos troços Lobito/Benguela e Calenga/Huambo. Carlos Gomes revelou que as previsões de transportação apontam para quatro milhões de passageiros e 20 milhões de toneladas por ano.

Reabilitação

As obras de reabilitação e modernização do CFB começaram em 2008 e devem ficar concluídas até finais de 2012, para facilitar o escoamento de produtos do campo para o litoral e criar oportunidades de negócios.
Além do contributo para a circulação de pessoas e bens, o CFB vai aproximar as localidades que se encontram ao longo da linha e ligar Angola às redes ferroviárias de países vizinhos, nomeadamente, à República Democrática do Congo (RDC) e à Zâmbia.
O Caminho-de-Ferro de Benguela possui actualmente 1.321 trabalhadores. Em 2011 transportou 129.430 passageiros e 5.640 toneladas, efectuando duas viagens diárias no troço Lobito/Benguela, uma semanal para o Huambo e três por semana entre Lobito/Cubal.
Os principais caminhos-de-ferro do país são o de Luanda, de Moçâmedes e de Benguela.

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