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Kiamafulo é a praia do amor

A escassos 12 quilómetros da velha cidade do Dondo, está localizada a praia do Kiamafulo, que derrama as suas areias até à proximidade da ponte dório Kwanza. O faz-se através de uma picada, que sai da estrada nacional no sentido do Libolo (Kwanza-Sul).
As águas do Kwanza chegam do planalto do Bié e são reforçadas ao longo da sua trajectória por inúmeros afluentes. Encontram na praia do Kiamafulo um lugar de repouso, antes de se lançarem no precipício da barragem hidroeléctrica de Cambambe e seguem para a foz, a sul de Luanda.
A quietude das águas e a areia da praia são consequência da albufeira. A praia é invadida por gente que vem de todo o país, mas sobretudo de Luanda, Ndalatando, Calulo e Dondo. Os excursionistas procuram as águas cristalinas e a areia morna e morena.

Comes e bebes

Feirantes e quitandeiras oferecem comida e bebida ao gosto dos turistas, em barracas improvisadas, próximas do parque de estacionamento automóvel. Os pratos mais consumidos são os mufetes de cacusso, mussolo, gingingi (peixe miúdo) e de outras variedades de peixe, pescados ai mesmo no rio Kwanza ou trazidos do rio Lucala, que se junta ao Kwanza em Massangano, a 40 quilómetros da praia de Kiamafulo.Carne de São Pedro da Quilemba e de galinhas gentias do vizinho Libolo e Quibala são ainda os alimentos servidos na praia. As bebidas, preferencialmente cervejas nacionais, com destaque para a Cuca, Nocal e a Eka, esta última produzida no alto Dondo, a escassos oito quilómetros da praia do Kiamafulo, fazem parte da oferta à clientela.

Muitos turistas preferem saborear os pratos típicos, beber e ouvir música em aparelhagens que os vendedores ambulantes levam para cativar a clientela.

Rodas dançantes

Muitas rodas dançantes são formadas ao som dos sucessos musicais. Outras “discotecas” automóveis vão espalhando também, e de forma desordeira, as suas músicas. É a mania dos lugares colectivos de lazer: cada um toca e dança a sua música.
Na praia há avisos e painéis informativos, que as autoridades municipais colocaram para alertar os frequentadores sobre a necessidade da protecção do ambiente. Também são sinalizados os lugares de perigo. A seguir, aparecem alguns agentes dos serviços de bombeiros e protecção civil que verificam se toda a gente cumpre as instruções de precaução que se devem tomar antes de entrar nas águas do rio.
No leito de areia fina e limpa há sempre grande movimento: crianças e adultos brincam e fazem desporto. Casais de namorados fazem promessas e juras de amor sob o testemunho das águas límpidas do Kwanza.
Há os que se atrevem a levar as suas viaturas para as áreas junto do rio. O atrevimento tem custado caro a alguns, pois em certas situações elas encalham e só há força de muitos músculos saem dos atoleiros.
Os barcos salva-vidas do Ministério do Interior oferecem aos banhistas viagens nas águas calmas do Kwanza, enquanto os agentes estão em alerta permanente.

Presença dos bombeiros

Na margem, em cada extremo e junto dos banhistas da praia, estão os “olheiros” do corpo de bombeiros. São geralmente jovens mergulhadores, que podem ser identificados facilmente através dos coletes que ostentam e de outros instrumentos que fazem parte do seu equipamento.
Apesar das placas avisarem que o lixo deve ser depositado nos sítios próprios, na praia de Kiamafulo muitos turistas atiram com o lixo para o chão, sobretudo latas e garrafas. Nem sequer respeitam os seus filhos que andam descalços em grandes correiras e podem cortar-se nos vidros e nas latas.
Numa das covas da praia muitos condutores aproveitam a abundância da água para lavar as suas viaturas, que derramam óleos e lubrificantes para dentro do rio, colocando uma nódoa de poluição na convivência salutar dos frequentadores. Devia haver vigilância e a intervenção de todos os frequentadores da praia, para o combate à falta de civismo e de respeito pela natureza. Mas muita gente fica indiferente aos atentados cometidos por aqueles que não têm educação nem respeito pelos outros.
Aí mesmo pertinho estão a crescer as obras de ampliação da barragem hidroeléctrica de Cambambe, que produz a energia eléctrica para Luanda, Ndalatando e Kwanza-Sul. A sua albufeira vai ser elevada para mais de 17 metros de altura, o que permite a produção de 700 megawatts de energia.

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