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Angola Processo de Paz um modelo paradigmático abordado em conferência

Madrid – O governador da província do Bengo, João Bernardo de Miranda, afirmou hoje, segunda-feira, em Madrid, Reino de Espanha, que a conquista da Paz em Angola foi um processo, demorado e que poucos acreditavam ser resolvido de forma satisfatória.

A riqueza do Pais levou a que muitos se interessassem por ele, na maioria das vezes de uma forma egoísta e concupiscente de obtenção de lucros ou vantagens imediatas ou a curto prazo, afirmou o antigo Ministro das relações Exteriores de Angola quando dissertava numa conferência subordinada ao tema “A Construção do Processo de Paz em Angola: Um Caso Paradigmático”.

O acto organizado pela Representação Diplomática de Angola no Reino de Espanha, culminou com um vasto programa de actividades alusivas ao 10º Aniversário da Paz em Angola, assinalado a 4 de Abril do ano em curso.

A conferência presidida pelo Embaixador Plenipotenciário de Angola no Reino de Espanha, Victor Manuel Rita da Fonseca Lima, teve lugar no auditório da Fundação Carlos de Amberes, e contou com a presença de prestigiosas figuras ligadas a cultura, a política, e a diplomacia espanhola.

O evento contou igualmente com a presença de representantes diplomáticos de países acreditados no Reino de Espanha, estudantes universitários e críticos ligados ao estudo de questões africanas, nomeadamente os conflitos regionais e a cooperação Sul – Sul.

Moderada por José Maria Ridão, diplomata, escritor e jornalista, durante a conferência João Miranda precisou que a opinião ou o sofrimento dos angolanos era indiferente, aos olhos de vários círculos da comunidade internacional, que tudo fizeram para obter vantagens e satisfazer os seus interesses.

“Habituaram-se a um sacudir a água do capote e a inventar outros culpados pela situação, e rapidamente descobriram que o mais fácil seria culpar os próprios angolanos por este estado de coisas”, frisou.

Para João Bernardo de Miranda, se alguns aceitaram essas acusações a maioria as recusou. Recusando-se, realçou, tiveram de combater para provar a justeza da sua opção, e acrescentou, demorou mas, no fim, ficou provado que uma paz douradora era possível em Angola.

Ao historiar as causas do conflito e consequências, apontou as várias etapas que o processo conheceu e os compromissos assumidos. de Alvor passando por Nova Iorque, Bicesse, Lusaka, e por último, Luena, que como afirmou, demonstrou que a aprendizagem da Paz demorou demasiado tempo e provocou a perda de oportunidades e o atraso no desenvolvimento do País.

Luena, sublinhou ainda, foi fruto da vontade de alcançar esse bem essencial, como é a Paz, de aprendizagem das grandes vantagens da negociação, da pratica do cumprimento do acordado, do não tentar colocar à frente do realmente conquistado os próprios louros, do não uso da linguagem ofensiva para com os membros da outra parte e principalmente de não esquecer que a guerra é sempre a pior solução.

O antigo Ministro angolano das Relações Exteriores ao concluir a sua intervenção notou que passaram-se 10 anos e a paz alcançada permitiu as grandes conquistas que o povo angolano tem para mostrar ao Mundo.

Por seu turno, o Embaixador de Angola em Espanha, Victor Manuel Rita da Fonseca Lima, considerou o 4 de Abril como uma das datas mais importantes da história moderna e contemporânea de Angola.

“Hoje afortunadamente podemos afirmar que Angola viveu os seus últimos 10 anos num clima de paz e que esperamos permaneça para sempre”, sublinhou.

As características do processo de construção da paz, em Angola, afirmou o diplomata angolano, não foi um modelo qualquer, mas claramente um modelo paradigmático do qual se poderão inspirar vários países africanos e do mundo.

Victor Manuel da Fonseca Lima enalteceu também a evolução do progresso sócio – económico que o governo angolano tem executado nos domínios das infraestruturas industriais, sociais e dos bens e serviços para melhoria da qualidade de vida das suas populações.

Por último, fez votos que a conferência tenha permitido que os espanhóis conheçam um pouco mais sobre Angola e sua história política recente, mas sobretudo que a mesma tenha contribuído para reforçar as relações entre Angola e a Espanha.

Os conferencistas tiveram a oportunidade de observar a exibição de um vídeo que retractou o desenvolvimento económico e social que Angola registou nos últimos anos e permitiu que a sua economia se situasse entre as de maior crescimento no mundo.

Fonte: Angop

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