InicioAngolaUNITA condena agressões contra os seus manifestantes

UNITA condena agressões contra os seus manifestantes

A UNITA afirmou ontem, em Luanda, que militantes seus que participaram na manifestação do partido realizada em Luanda sábado passado estão a ser vítimas de perseguição e agressões de alegados grupos de marginais.
Num comunicado de imprensa divulgado ontem, a UNITA afirma que as perseguições acontecem particularmente nos municípios do Cazenga e de Cacuaco e já vitimou jovens, identificados no documento daquele partido apenas por Muanza, Sozinho, Luamba, Hexplosivo, Tukaiano, Vaz e Mbanza, feridos gravemente na agressão.
O secretariado executivo do comité permanente da comissão política da UNITA exprimiu a sua indignação pelos actos e critica o Executivo pela indiferença perante o que considera “actos que não se coadunam com o sistema democrático que Angola adoptou”.
O partido responsabiliza ainda o Executivo por “todas as consequências resultantes dos actos e exige uma posição clara sobre a identidade dos grupos de marginais que praticaram a violência contra cidadãos, que apenas buscam o exercício dos seus direitos constitucionalmente estabelecidos”. A UNITA exprime a sua solidariedade com todos os jovens.
O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, elogiou a Polícia Nacional pelo acompanhamento das manifestações que o partido organizou no sábado passado em várias capitais de província. Isaías Samakuva, que fazia o balanço das manifestações em prol de eleições livres, justas e transparentes, afirmou que a Polícia demonstrou que “é do povo, está ao lado do povo e ao serviço do povo”. Acrescentou que o seu partido vai continuar a lutar por “eleições livres, justas e transparentes, nos termos da lei”.

Condenação

O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) manifestou preocupação com o comportamento de alguns militantes da UNITA, durante a manifestação de sábado, 19 de Maio de 2012, pelo facto de impedirem que um profissional da Televisão Pública de Angola (TPA) realizasse o seu trabalho. Estas atitudes, segundo o sindicato, configuram um atentado à liberdade de imprensa, consagrada na Constituição e na Lei de Imprensa como um direito fundamental do Estado angolano.
O Sindicato dos Jornalistas Angolanos, segundo uma nota de imprensa, condena de forma veemente tais comportamentos, reiterando que os jornalistas não são actores políticos, nem podem ser responsabilizados por outras situações que lhes escapam completamente ao nível do desempenho editorial dos seus órgãos. O sindicato considera que  “em circunstância alguma (a situação) pode servir de justificação para atitudes obstrucionistas ou violentas da parte de quem quer que seja em relação aos jornalistas no exercício da sua actividade”. O sindicato aconselha todos os lesados a fazerem recurso ao Conselho Nacional de Comunicação Social (CNCS) para apresentarem as suas preocupações, reclamações e queixas, sempre que se sentirem lesados nos seus direitos.

Fonte: JA

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