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Voz Humana quer trabalhar com os colectivos angolanos

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Voz Humana quer trabalhar com os colectivos angolanos

A Associação Cultural Voz Humana, de Portugal, está disponível para cooperar com grupos angolanos de teatro, caso os interessados os convidem, garantiu na quinta-feira ao Jornal de Angola, em Luanda, Raquel Dias, fundadora e encenadora da agremiação portuguesa.
A encenadora, que participa pela primeira vez com o seu grupo no Festival Internacional de Teatro e Artes do Elinga, considerou, no final da exibição da peça “Três Mulheres”, existir uma enorme disposição por parte dos grupos angolanos em exibirem peças de qualidade e fazer crescer o teatro angolano, razão pela qual defende uma maior cooperação com grupos estrangeiros mais experientes.
Raquel Dias disse que, das informações a que teve acesso, os cerca de cem grupos de teatro inscritos apenas em Luanda são uma prova de paixão pela arte e da vontade de a ver desenvolver-se, pelo que a formação é fulcral para o seu fomento.
A também realizadora frisou que a existência de salas adequadas para a realização de espectáculos de teatro representa uma enorme vantagem para o fomento da classe em Angola. “Essa é uma forma de apoiar os grupos a desenvolverem as suas actividades e, consequentemente, ajudar a incrementar o gosto pelo teatro e promover a cultura nacional”.
Quanto ao público, disse ser semelhante ao de Portugal, por ser participativo e mostrar disponibilidade, curiosidade, interesse em perceber o enredo das peças.
“Se o Elinga Teatro fosse maior ou se a actividade fosse realizada em vários palcos, as salas estavam cheias, pois há uma preocupação e curiosidade em saber o que é que os grupos têm para oferecer, sejam nacionais ou estrangeiros”.
Quanto ao espectáculo “Três Mulheres”, cujo texto se baseia no poema homónimo da poetisa e romancista norte-americana Sylvia Plath, explicou que faz uma análise sobre a maternidade e a criação artística, em que o parto é apresentado sob vários aspectos.

De uma forma geral, acrescentou a encenadora, o grupo tenta mostrar ao público que existe uma vontade e desejo de dar à luz, mesmo com sofrimento e dificuldade. “É um poema dramático, onde além do texto, a dança e os movimentos foram acrescentados ao espectáculo para enriquecer a peça e prender o público.”
Raquel Dias nasceu em Macau em 1973. Formou a Associação Cultural Voz Humana em 2011, juntamente com as actrizes do colectivo Ana Moreira e Margarida Cardeal. É formada em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema e tem uma licenciatura em Psicologia. Como encenadora, destaca-se a peça teatral “Relicário ou smssweetheart”, e como realizadora a curta-metragem “A Escada”. Apresentou programas televisivos e participou em novelas e séries.

Fonte: JA

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