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Nasce no Lobito uma nova fábrica

Os accionistas da Secil Lobito, o Estado angolano e a Secil de Portugal, decidiram construir uma fábrica de cimento com capacidade para a produção de 1,2 milhões de toneladas por ano e de cobrir parte considerável da procura do mercado nacional, anunciou o administrador-delegado da cimenteira angolana.
Manuel Pereira Miragaia, que falava ao Jornal de Angola, disse que ambas partes continuam a encetar contactos para a materialização do projecto, num processo que afirmou decorrer a bom ritmo e sobre o qual haverá novidades já dentro de dois meses.
A fábrica a instalar é justificada pela necessidade de dar resposta à crescente procura de cimento, um produto indispensável para o desenvolvimento económico em curso, onde a construção assume um papel decisivo.
“Angola tem tido nos últimos anos um crescimento notável, associado a um elevado investimento em infra-estruturas e na recuperação das zonas urbanas e suburbanas, o que tem dado origem a uma evolução sem precedentes da procura de materiais de construção”, declarou Manuel Pereira Miragaia.
O gestor referiu que, actualmente, o consumo de cimento em Angola é estimado em 1,5 milhões de toneladas por ano, sendo que, a curto prazo, se prevê uma demanda superior.
Manuel Pereira Miragaia afirmou que o “triângulo geográfico” do centro e sul de Angola onde a Secil Lobito está a actuar possui um potencial de desenvolvimento urbano muito elevado, assim como condições naturais apropriadas para a concretização de projectos agro-industriais e petrolíferos.

Cimento de alto padrão

Nos termos do projecto, a nova fábrica produzirá clinquer e cimento portland, devendo ocupar uma área de cerca de 40 hectares, numa faixa situada entre a estrada da Hanha do Norte e a Pedreira de calcário margoso do Comengo. Adicionalmente ocupará ainda duas áreas na Pedreira do Comengo e na Quileva, para instalação dos britadores.
A unidade fabril produzirá cimento portland em duas linhas de produção paralelas e de capacidades equivalentes, cujo funcionamento Manuel Pereira Miragaia estima que pode dar lugar à redução das importações, do preço do cimento e da habitação. Este potencial de reconstrução, notou Manuel Pereira Miragaia, está ligado à linha dos Caminhos-de-Ferro de Benguela e ao Porto do Lobito com condições que permitem a recepção e expedição de granéis sólidos de grande porte. Beneficia também do processo de reabilitação das principais estradas.
Além das áreas de processamento, a fábrica de clínquer e cimento do Lobito disporá de edifícios auxiliares, postos de transformação, sala de comando, laboratório, armazéns, oficinas, edifícios administrativos, sistema de tratamento e abastecimento de água e de efluentes líquidos.
No fim da segunda fase, a Secil Lobito prevê criar 360 empregos directos e 750 indirectos, envolvendo tarefas como o tráfego rodoviário associado ao transporte de matérias-primas (calcário, gesso, areia, minério de ferro e bauxite), combustível (carvão e gasóleo) e expedição de produto final (cimento ensacado e a granel). A fábrica fica construída ao fim de três anos, respeitando os requisitos inerentes à tecnologia de instalação e observando as exigências ambientais e de segurança, de modo a evitar consequências negativas para a qualidade do meio envolvente, assegurou Manuel Pereira Miragaia.
A Secil Lobito (Companhia de Cimentos do Lobito, SA) é detida pelo Estado angolano em 49 por cento e em 51 por cento pela Secil de Portugal. Possui 280 trabalhadores angolanos, quatro estrangeiros e 40 colaboradores. Actualmente, produz cimento com base na importação de clínquer.
Criada em 1952, com a denominação Campanhia de Cimentos de Angola, a Secil Lobito passou por várias transformações devido a sua antiguidade e à situação de carência que o país viveu até 2002.

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