InicioAngolaAbastecimento de energia no país fica estável dentro de quatro anos

Abastecimento de energia no país fica estável dentro de quatro anos

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, assegurou na quinta-feira, em Luanda, que a estabilização definitiva do fornecimento de energia eléctrica a todo o país vai ser uma realidade em 2016.
O titular da pasta da Energia e Águas, que falava na tomada de posse dos conselhos de administração da EDEL, ENE e EPAL, argumentou que, a partir de 2016, os principais empreendimentos hidroeléctricos vão passar a injectar blocos importantes de capacidade energética.
João Baptista Borges frisou que as centrais hidroeléctricas de Cambambe II, de Laúca e do Soyo vão ser as principais a trazer grandes benefícios à população.
“O défice que há em Luanda e no resto do país agrava-se com a chegada do tempo quente.
É natural que, a partir do fim do mês de Maio, haja uma maior estabilidade”, disse o ministro, em declarações à imprensa.
Para reduzir os défices actualmente registados, estão a ser realizados trabalhos no sentido de se introduzir maior capacidade térmica.
Tomaram posse, na quinta-feira, no Ministério da Economia, o presidente do Conselho de Administração da Empresa de Distribuição de Electricidade de Luanda (EDEL), Hélder Adão, e da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL), Dionildo de Ceita.

Na mesma cerimónia, foram ainda empossados o presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Electricidade (ENE), José Carlos Santos Neves, e os respectivos administradores.
João Baptista Borges disse que estas nomeações visam a execução das prioridades definidas pelo Executivo, para a redução do défice energético que se verifica, a melhoria da prestação do serviço público, a redução das perdas e a melhoria da eficiência das empresas.
Perante os desafios, acrescentou, estão a ser preparadas equipas para travar este combate, com acções que estão em curso no domínio do reforço da capacidade de fornecimento do sistema energético.
“Estamos a preparar um plano de reestruturação do sector, cujas linhas de actuação foram aprovadas no âmbito da segurança energética, para que o figurino do sector se altere”, sublinhou João Baptista Borges. O governante referiu que, com base na nova alteração, a partir dos próximos meses vai ser remodelado o quadro tarifário, para permitir mais receitas às empresas do sector eléctrico e das Águas, para que dependam menos do Orçamento Geral do Estado (OGE). “Estamos a concluir as obras de aproveitamento da barragem do Gove, que vai facilitar o desenvolvimento económico das províncias do Huambo e Benguela”, disse o ministro.
A nova central de Cabinda vai servir toda a cidade e diminuir o défice que se verifica, enquanto a rede de distribuição de energia às cidades do Sumbe e Porto Amboim foi alvo de obras de remodelação.
O ministro da Economia, Abraão Gougel, pediu, na ocasião, aos novos responsáveis que criem um processo de optimização, para gerar sucesso à economia angolana. O Presidente do Conselho de Administração da EDEL, Hélder Adão, garantiu trabalhar na redução das perdas comerciais, com a substituição dos contadores convencionais para os de pré-pagamento, com vista à estabilidade da rede.
“Vamos reforçar onde já existem clientes da empresa, uma vez que a oferta não cobre a procura”, disse o presidente do Conselho de Administração da EDEL.
Hélder Adão informou que vão ser inauguradas mais subestações para garantir a expansão da rede, de acordo com capacidade instalada.
O responsável máximo pela Empresa Nacional de Energia, José Carlos Santos Neves, assegurou que a sua empresa vai empregar esforços para minimizar as perdas e melhorar a qualidade de serviço.

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