InicioEconomiaSchaeuble: Mercados financeiros deverão acalmar dentro de um a dois anos

Schaeuble: Mercados financeiros deverão acalmar dentro de um a dois anos

O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, antecipou hoje que a turbulência dos mercados devido à crise da dívida soberana na União Europeia irá acalmar dentro de um a dois anos.

«Em 12 a 24 meses iremos assistir a uma acalmia dos mercados financeiros», disse Schaeuble, citado pela AFP, à rádio France’s Europe 1.

As declarações do ministro alemão surgem após François Baroin, ministro das Finanças do presidente francês Nicolas Sarkozy, que deixou o cargo esta semana, ter afirmado que a crise da dívida na zona euro poderá durar ainda mais quatro ou cinco anos.

«No que diz respeito à crise de confiança, não demorará tanto tempo. Acho que terminará muito mais cedo», sustentou Schaeuble.

Numa altura em que regressam as especulações sobre uma possível saída da Grécia da Zona Euro, Schaeuble reiterou ser desejo da Alemanha que aquele país permaneça na União, sob determinadas condições.

«Queremos que a Grécia continue na Europa, mas tal pressupõe que faça aquilo que for necessário para ter um desenvolvimento económico mais saudável», afirmou Schaeuble.

Segundo explicou, a Alemanha está preparada para ajudar a Grécia, mantendo o financiamento europeu, mas para tal Atenas terá que implementar as reformas acordadas.

O ministro alemão afirmou ainda estar optimista relativamente às relações franco-alemãs depois de o socialista François Hollande, que esta semana tomou posse como presidente da França, ter prometido acrescentar medidas de estímulo ao crescimento ao pacto de austeridade europeu.

«A cooperação franco-alemã é independente do resultado das eleições em qualquer um dos países», disse Schaeuble, acrescentando que «as eleições não põem em questão acordos que já foram feitos».

«Com o Presidente Hollande algumas políticas vão mudar, mas não creio que a França recue nos seus tratados», sustentou.

Apesar da inicial renitência alemã, o apelo de Hollande a medidas de estímulo económico tem vindo a ganhar força, com os principais líderes europeus a concordarem, na quinta-feira, sobre a necessidade de cortar os défices orçamentais, mas também de fomentar o crescimento.

Fonte: Lusa/SOL

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