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Portugal e Espanha assinam acordo para formar espaço aéreo ibérico

Portugal e Espanha assinaram nesta quinta-feira um acordo para a criação de um espaço aéreo ibérico que permitirá aos aviões comerciais passarem por corredores mais eficientes no âmbito do projecto “Céu Único Europeu”, poupando tempo, combustível e emissões de CO2, anunciou o INAC.

O bloco ibérico será um dos nove que serão criados no “Céu Único Europeu”, projecto que a Comissão Europeia espera ter a operar em Dezembro e que permitirá uma poupança global de mil milhões de euros por ano. “A actual estrutura do espaço aéreo europeu é fragmentada. Os FABs [blocos de espaço aéreo] são os instrumentos que deverão eliminar ou reduzir as ineficiências decorrentes desta fragmentação, que se estimam em cerca de 1000 milhões de euros por ano”, refere o Instituto Nacional de Aviação Civil, em comunicado.

Actualmente existem 27 espaços aéreos, mas a Comissão Europeia está, desde 1999, a negociar um espaço aéreo único que permita melhorar a sua gestão, reduzir distâncias e durações de voos. O acordo assinado nesta quinta-feira entre as entidades aeroportuárias portuguesa e espanhola para formar o Bloco de Espaço Aéreo Funcional do Sudoeste (SW FAB) foi impulsionado pelos ministros português da Economia e do Fomento espanhol, na sequência de uma reunião a 27 de Fevereiro e da cimeira bilateral de 9 deste mês.

Segundo explicou à Lusa fonte oficial do Ministério da Economia, o espaço aéreo ibérico vai permitir poupanças de combustível, tempo e emissões de CO2 porque “permite traçar rotas mais directas” para os “aviões passarem por corredores mais eficientes”. Com a redução de custos em combustível (que constitui a maior despesa dos voos comerciais), a criação do bloco ibérico deverá ainda contribuir para uma redução do preço dos bilhetes de viagem a pagar pelos consumidores, acrescentou.

“A criação do SW FAB é um momento histórico que trará benefícios e melhorias significativas para a navegação aérea entre os dois Estados em termos de segurança, capacidade, custo-eficiência e cooperação civil-militar”, adianta o INAC em comunicado. “A implementação dos principais projectos operacionais a desenvolver pela Aena e pela NAV Portugal [empresas espanhola e portuguesa que controlam o tráfego aéreo] reforçarão as operações aéreas em benefício dos utilizadores do espaço aéreo”, acrescenta aquela entidade, referindo que a implementação deverá acontecer em dois momentos: 2012 e 2015.

“A melhoria da cooperação técnica entre os dois prestadores de serviços de navegação aérea irá permitir a criação de sinergias e a redução de custos nos sistemas de gestão de tráfego aéreo, comunicação, navegação e vigilância”, avança.

De fora do bloco português e espanhol fica o espaço aéreo de Santa Maria – o maior da Europa, já que chega até aos Estados Unidos – porque os organismos que estudaram o projecto não conseguiram comprovar a existência de benefícios em incluí-la, disse a fonte do ministério. O espaço aéreo de Santa Maria e um outro na Irlanda serão os dois únicos que deverão ficar excluídos do acordo europeu.

Além do bloco ibérico, estão a ser criados os blocos do Norte da Europa (Estónia, Finlândia, Letónia, Noruega), do Centro Nórdico (Dinamarca e Suécia), do Báltico (Polónia e Lituânia), da Europa Central (França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Suíça), outro da República Checa, República Eslovaca, Áustria, Hungria, Croácia, Eslovénia, Bósnia e Herzegovina, a do Danúbio (Bulgária e Roménia), do Mediterrâneo (Itália, Malta, Grécia, Chipre) e o do Reino Unido e Irlanda. Só no espaço ibérico registam-se cerca de 2,1 milhões de voos por ano.

Fonte: PUBLICO

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