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Morreu Donna Summer, a rainha da disco

A cantora norte-americana Donna Summer morreu esta quinta-feira de manhã na Florida, nos Estados Unidos, depois de uma longa luta contra um cancro. Donna Summer tinha 63 anos. A notícia foi avançada pelo TMZ e já foi entretanto confirmada pela família.

“Esta manhã perdemos Donna Summer Sudano, uma mulher com muitos dons. Estamos em paz e a celebrar a sua extraordinária vida e o seu legado”, lê-se no comunicado assinado por Bruce Sodano, vocalista da banda Brooklyn Dreams e actual marido da cantora e pai das suas duas filhas, Brooklyn e Amanda. Donna Summer deixa ainda outra filha, de um casamento anterior.

Segundo a imprensa norte-americana, Donna Summer terá tentado manter a sua doença em segredo e longe das atenções mediáticas.

Com mais de 30 anos de carreira e mais de 130 milhões de discos vendidos, Donna Summer ganhou cinco Grammys, o último dos quais em 1998 com “Carry On”. A “rainha da disco”, como ficou conhecida, foi uma das artistas mais bem-sucedidas dos anos 1970 e 1980.

Músicas como “I Feel Love” ou “Love to Love You Baby”, “Last Dance”, “Bad Girls” e “Hot Stuff” , alguns dos seus maiores sucessos, chegaram aos tops e ainda hoje passam não só nas rádios como em discotecas.

Aos 18 anos, saiu de casa para tentar um papel no musical da Broadway “Hair” e acabou conseguindo viajar com a companhia de teatro para a Alemanha. Foi então que conheceu o produtor Giorgio Moroder, que acabou por ter um papel importante no lançamento da sua carreira. Ao lado de Moroder, Donna Summer lançou “Bad Girls”, “Last Dance” e “She Works Hard for the Money”.

Donna Summer iniciou-se na música como Donna Gaines – o seu nome de nascimento é LaDonna Gaines –, tendo lançado o primeiro single “Sally Go ‘Round the Roses” em 1971. Mas o nome artístico escolhido, tão próximo do seu nome, não a agradou e foi então que mudou para Donna Summer, quando em 1975 lançou o hit “Love to Love You Baby”.

Rapidamente, a norte-americana tornou-se num ícone das pistas de dança e do glamour, onde influenciou artistas também conhecidos pela extravagância como Madonna, Kylie Minogue e David Bowie.

No entanto, nos últimos anos à medida que o disco sound se tornou menos popular, Donna Summer procurou actualizar-se e adaptar-se à indústria ao aproximar-se também da pop-rock, sem nunca perder o título de “rainha da disco”. Uma categorização que nunca terá apreciado muito. “Não gosto de ser categorizada porque eu penso em mim como um instrumento e, se tu me tocares, eu farei o som que é suposto fazer por muito especial que seja”, disse a cantora numa entrevista à CNN em 2008. “Só estou a tentar ser fiel a mim mesma e ao que sinto que é a minha missão.”

O seu último trabalho, “Crayons”, chegou às lojas em 2008 e Donna Summer estaria já a trabalhar num novo álbum.

Nas redes sociais as homenagens à cantora têm-se multiplicado. A cantora norte-americana Dionne Warwick, prima de Whitney Houston, escreveu que hoje o mundo perdou uma grande artista. “Vamos sentir terrivelmente a sua falta. Ela foi a verdadeira rainha da disco”, escreveu La Toya Jackson no Twitter.

Também a apresentadora norte-americana Ellen DeGeneres deixou no Twitter uma mensagem: “Estou tão triste com a notícia, era uma grande fã. Até usei uma música dela no programa de hoje”. E Kylie Minogue: “Uma das minhas primeiras inspirações musicais. Descansa em paz, Donna Summer”.

Para a cantora Gloria Estefan, “poucos cantores tiveram um impacto na música e no mundo como Donna Summer”. “É o fim de uma, terei saudades.”

Fonte: PUBLICO

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