InicioAngolaInvestigador francês Michel Cahen fala sobre o Estado neo-patrimonial

Investigador francês Michel Cahen fala sobre o Estado neo-patrimonial

O historiador e investigador francês Michel Cahen vai apresentar, hoje, às 15h00, uma palestra subordinada ao tema “Estado neo-patrimonial”, na Universidade Católica de Angola, em Luanda.
O anúncio foi feito pelo historiador, no final de uma palestra que proferiu sobre “Anti-colonialismo e nacionalismo”, no Anfiteatro da Faculdade de Ciência Sociais, da Universidade Agostinho Neto.
Michel Cahen defende que na linguagem corrente se estabelece uma coincidência entre anti-colonialismo e nacionalismo. Se na história esses dois fenómenos se cruzam frequentemente, são fenómenos bem distintos e que não têm as mesmas raízes sociais. A palestra que teve como moderador o sociólogo Paulo de Carvalho.
O historiador e investigador francês sublinhou que o conceito de nacionalidade deve ser utilizado “apenas quando for a expressão política de uma nação já existente”. Com exemplo de nacionalismo de libertação deu a Polónia do século XIX, que se queria livrar-se da Rússia, Áustria e Prússia.
Mas também há o nacionalismo de opressão, como é o caso da Alemanha nazi, que conquistou grande parte da Europa. Michel Cahen disse que o projecto elaborado pelas frentes de libertação em espaços coloniais representava nações pré-coloniais que se queriam libertas.
A ideologia do Estado Nação em espaços não nacionais leva à dispersão das identidades africanas e a projectos autoritários na criação das nações. Amanhã, às 18h00, no Centro de Formação de Jornalista (Cefojor), o historiador e investigador francês Michel Cahen fala sobre o tema “Chistine Messiant 1947-2006, uma francesa apaixonada por Angola”.  Michel Cahen é licenciado em História pela Sorbonne. É especialista em História da África Negra e tem um doutoramento em Estado em História. É director do Centro de Investigação sobre a África Negra, em Paris. Michel Cahen integra vários centros de investigação e conselhos científicos de revistas especializadas espalhadas pelo mundo, com destaque para o Centro de Estudo Africanos, da Universidade Eduardo Mondlane.
O historiador é autor dos livros “Os Bandidos. Um historiador em Moçambique”, (Lisboa 2004), “Cidades na África lusófona” (Paris 2000), “A nacionalização do mundo (Paris 2000), “Moçambique. Análise de política de conjuntura” (Maputo 2000), “Etnicidade política. Para uma leitura realista da identidade (Paris 1994).

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