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Auditoria eleitoral causa controvérsia

A atribuição à companhia Deloitte da responsabilidade de conduzir a auditoria sobre os dados do registo eleitoral, está a suscitar várias interrogações.

A decisão  foi anunciada nesta terça-feira pela  porta-voz da CNE-Comissão Nacional Eleitoral, Júlia Ferreira quando falava a imprensa pouco depois do acto de entrega a CNE das malas metálicas contendo o material do registo eleitoral, pelo Ministro da Administração do Território Bornito de Sousa.

Nas explicações que prestou, Júlia Ferreira disse que para a escolha daquela firma, a CNE tinha levado em consideração os critérios da idoneidade, e do conhecimento técnico, mas não conseguiu clarificar se tinha havido um concurso público como manda a lei ou qual tinha sido o método específico usado para esta definição.

Há duas semanas, ou seja no passado dia 2, os membros da CNE deliberaram em sessão extraordinária definir o perfil da empresa que procederia a auditoria do Ficheiro Central do Registo Eleitoral (FICRE). Esta auditoria do FICRE é determinada por lei.

Uma nota de imprensa Terça-feira distribuída dizia que já estava em marcha uma auditoria aos dados, informação que colheu de surpresa activistas cívicos e políticos presentes no local.

O jornalista e investigador Rafael Marques acusou a directora da Comissão Nacional Eleitoral, Susana Inglês, de tentar esconder a decisão de escolher a Deloite afirmando que ela não tinha realizado concurso público e “não apresentou se quer explicações aos outros Comissários Eleitorais, sobre o que anda a fazer”.

“Segundo a informação que eu tenho  já nem se quer consulta os outros Comissários,” disse.

Fonte: VOA

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