InicioEconomiaRelatório do BPI prevê crescimento impulsionado pelo petróleo e o gás

Relatório do BPI prevê crescimento impulsionado pelo petróleo e o gás

O Produto Interno Bruto (PIB) angolano cresce, este ano, 9,2 por cento, referem previsões do departamento de estudos económicos e financeiros do BPI, que justifica a subida com o aumento da exploração de petróleo e o início da produção de gás.
O BPI estima que 2011 tenha fechado com um crescimento de 3,2 por cento, acima das projecções anteriores “devido à aceleração registada na segunda metade do ano”, sublinha o seu boletim de Maio sobre a situação económica e financeira de Angola.
A quebra registada em 2011 na produção petrolífera foi compensada pelo aumento do investimento público, possível devido à estabilização dos preços do petróleo em níveis elevados.
Aquele banco português prevê que, após o abrandamento de 2011, haja uma “assinalável aceleração da expansão económica, atingindo o acréscimo real do PIB próximo de 10 por cento”.
As projecções do BPI, de 9,2 por cento, seguem-se às do FMI, de 9,7 por cento, e do Orçamento Geral do Estado, de 12,8 por cento.
Estas previsões baseiam-se no “esperado aumento dos níveis de exploração petrolífera, que devem recuperar para valores mais próximos dos observados em 2008, e também no início da produção de gás natural liquefeito (LNG), que, embora adiado, prevê-se que seja inaugurado em Maio”.
Para além disso, o banco prevê uma diversificação das actividades económicas, na procura da redução da dependência do estrangeiro em bens de consumo básicos, com aumento de 11,8 por cento no sector da energia, de 10,1 na exploração de diamantes, de 13,9 na agricultura e de 7,5 na construção.

Para os anos seguintes, o boletim do BPI prevê crescimentos do PIB de 7,5 por cento em 2013, 5,4 em 2014 e 5,3 em 2015.O FMI aponta crescimentos para aqueles anos na ordem de 6,8, 6,3 e 6 por cento.

Balança de pagamentos

O relatório do BPI sublinha, com base em estatísticas do comércio externo do Instituto Nacional de Estatística (INE), que as exportações de bens encerraram 2011 com um aumento de 26,2 por cento em relação a 2010, enquanto as importações cresceram 14,6, mas salienta que o rácio de cobertura das importações pelas exportações situou-se nos 319 por cento face a 290 em 2010.
As contas externas de Angola revelam um excedente superior a 8 por cento do PIB, acrescenta o BPI, que refere a desaceleração da inflação nos últimos meses de 2011 e primeiros de 2012, tendo atingido 11,12 por cento em Março, o que coloca ao alcance a meta de 10 por cento para o final do ano.
O BPI adverte que esta política, apesar de facilitar o financiamento do Tesouro Nacional e reduzir a factura com juros, pode, contudo,  “gerar incentivos perversos, não estimulando a poupança doméstica”.  O petróleo continua a ter um peso muito significativo nas exportações angolanas, mas as não petrolíferas ao estrangeiro aumentaram 11,7 por cento em valores absolutos, refere o texto.
Quanto às relações comerciais de Angola, o BPI regista “a consolidação das posições de Portugal e da China como principais parceiros comerciais, de origem de importações e de destino de exportações”.
O relatório de conjuntura banco português sobre Angola realça um “aumento significativo da dependência externa em relação à China, destino de mais de 40 por cento das exportações de petróleo bruto angolano em 2010 e 37 das exportações totais em 2011”.

Siga-nos

0FansCurti
0SeguidoresSeguir
0InscritosSe inscrever

Últimas notícias

Notícias relacionadas

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.