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Missão em Luanda do Banco Mundial

O representante residente do Banco Mundial (BM) em Angola, Eleutério Codato, anunciou ontem, em Luanda, que uma missão da instituição chega na próxima semana ao país para abordar as políticas de apoio e cooperação para o desenvolvimento da agricultura com as autoridades governamentais angolanas.
Eleutério Codato, que discursava no seminário de lançamento do Programa Detalhado de Desenvolvimento da Agricultura em África (PDDAA), considerou o processo como uma nova parceria para acelerar o crescimento económico e o desenvolvimento dos países africanos.
Para o representante do BM, o seminário acontece num momento importante, em que decorre a elaboração da estratégia de parceria entre a instituição financeira internacional e Angola, em que o sector da agricultura desempenha um papel crucial para os objectivos traçados de produção de alimentos e diversificação da economia.
Eleutério Codato disse que coube à SADC, como comunidade económica regional, a responsabilidade de coordenar e harmonizar a aplicação do quadro orientador do PDDAA a vários países da região austral de África, como Malawi, Swazilândia, Tanzânia, Zâmbia e República Democrática do Congo, que subscreveram o pacto.
“Os países desta região reafirmaram o compromisso de incrementar as estratégias nacionais seguindo o quadro do programa de elaboração dos respectivos planos de investimento”, referiu.

Empenho de Angola

Por sua vez, o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pecas, Pedro Canga, que proferiu o discurso de abertura do seminário, disse que o sector se destaca nas economias de vários países africanos por dele depender a maior parte das populações.
Por esta razão, o investimento público no sector da agricultura  tem conhecido aumentos que se traduzem na reabilitação e construção de infra-estruturas produtivas, nomeadamente sistemas de rega, instalação de unidades de produção agropecuária e pesqueira.
“O Executivo está fortemente engajado em promover uma agricultura moderna e sustentada, que gere rendimento e riqueza para as famílias”, acentuou, ao referir-se ao caso angolano.
Além disso, confirmou a aplicação da Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional, como programa que estimula a produção agrícola e a taxa de crescimento do sector, com reflexos positivos para a elevação do Produto Interno Bruto e o nível de vida das populações.
“O país está a cumprir os compromissos internacionais assumidos pelos Chefes de Estados e do Governo da União Africana, em Maputo, em 2003, que se consubstanciam na dinamização dos sectores agrícola, pecuário e pesqueiro”, afirmou o governante angolano.
Por este motivo, lembrou que o Executivo também aposta no sector, com o relançamento da investigação científica e formação a todos os níveis, concessão de crédito agricultura com juros bonificados e incentivos fiscais aos empresários.
Na ocasião, o secretário-geral adjunto da Comunidade Económica dos Estados da África Central, Roger Tchouingui, recordou que o apoio de 3,9 milhões de dólares disponibilizados pelo Banco Mundial para o período entre 2011 e 1013 tem reforçado a constituição da base de dados agrícolas e a parceria para o programa regional e o investimento na segurança alimentar.
“Este seminário surge na sequência das decisões tomadas pelos chefes de Estado em Maputo, de destinar dez por cento dos orçamentos nacionais ao sector agrícola, com vista a alcançar um crescimento anual de seis por cento até 2015”, lembrou.
O PDDAA é aplicado sob orientação do NEPAD e da União Africana, que tem como facilitador regional o secretariado-geral da Comunidade Económica dos Estados da África Central.

Fonte: JA

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