InicioCulturaGrupo de teatro em digressão provincial com dramas sobre quotidiano de Luanda

Grupo de teatro em digressão provincial com dramas sobre quotidiano de Luanda

O colectivo de Artes 1º de Maio realiza, dia 19, no município do Sumbe, e 27, no Uíge, dois espectáculos, inseridos no seu projecto de intercâmbio interprovincial, enquadrado no mês do Trabalhador.
O director artístico do grupo, Ângelo Neto, explicou que, além da exibição das peças “Filhos de Luanda” e “A mesma vida”, os espectáculos contam ainda com a actuação de Poeta Momentâneo e alguns artistas locais.
“Filhos de Luanda” é um drama no qual as personagens analisam e discutem, em 45 minutos, os problemas que afligem a capital angolana. Seis personagens criticam o estado actual da cidade e defendem o seu restauro imediato. A sétima personagem é um negociante norte-americano, que pretende fixar residência em Luanda, apesar de ter várias dificuldades em se adaptar.
A peça analisa também o aumento de casos de alcoolismo entre a juventude, a prostituição, o analfabetismo, o fenómeno religioso, o sistema de ensino, o estado das artes, a liberdade de expressão, a democracia, a política e a delinquência.
“A mesma vida” fala sobre a rivalidade entre duas jovens que crescem com o fantasma da morte dos seus pais. O drama, de 40 minutos, conta a história de Weza, filha de empresários, e Juliana, a filha de um casal de empregados dos pais da primeira, que nutrem um sentimento de ódio, uma pela outra, que aumenta após uma sequência de mortes causadas pelos respectivos pais.
As peças são exibidas em duas sessões, às 19h45 e às 20h45, no Cine Sporting (Sumbe), e às 19h00 e 20h00, no Cine Ginásio, do Uíge. O grupo tem ainda representações marcadas para a comuna do Waku Kungo, Kwanza-Sul, Malange e Moxico, mas os locais e datas ainda estão por definir.
Formado na escola do segundo ciclo do Ensino de Base 1º de Maio, em 2009, o grupo tem no seu repertório as peças “As consequências da ignorância”, “Forças Estranhas”, “O educador”, “Filho Perdido”, “Á­frica berço ou cemitério da humanidade?”, “Filhos de Luanda”, “Não sou ninguém”, “Amor arruinante” e “Sofrimento”.

Fonte: JA

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