InicioAngolaRegiõesSupostos militantes da Unita incendeiam carro da Unitel e agridem padre

Supostos militantes da Unita incendeiam carro da Unitel e agridem padre

Várias pessoas, supostamente militantes da Unita, espancaram, neste domingo, o pároco da missão católica das Gingas, município do Balombo (Benguela) e incendiaram uma carrinha dos serviços técnicos da operadora da telefonia móvel Unitel, informou à imprensa comandante municipal adjunto da Polícia Nacional do Lobito, Carlos Constantino.

De acordo com o responsável da Polícia Nacional, os factos deram-se depois de o motorista da carrinha da Unitel ter atropelado mortalmente um suposto militante deste partido que, conjunto com os seus companheiros, regressavam do acto político que o secretário-geral desta organização, Vitorino Nhany, presidiu na comuna do Monte Belo, no município do Bocoio.

A fúria dos militantes da Unita, que consistiu em fazer justiça por mãos próprias, segundo fez saber a fonte, veio a abranger todos os transeuntes que circularam nos dois sentido Lobito/ Luanda e Luanda/ Lobito.

“O triste acontecimento, que teve início por volta das 17 horas de domingo, paralisou o trânsito naquele perímetro durante três horas, pois que os militantes da Unita, com pedras, paus e outros meios agrediam qualquer pessoa que ali passasse, sendo uma das vitimas desta acção de vandalismo o pároco José Tchivangula”, disse o oficial da Polícia Nacional.

Deu a conhecer ainda que dois agentes reguladores, que faziam o trabalho naquele local, que dista a 45 quilómetros da cidade do Lobito, também foram vítima da agressão e se encontram internados no hospital regional local.

Disse ainda que quem também encontra-se hospitalizado, mas numa das unidades hospitalares da cidade do Sumbe, província do Kwanza Sul, é o motorista da carrinha da Unitel e sua esposa.

A viatura foi totalmente destruída e incendiada, mas o motorista e sua esposa conseguiram escapar a este acto.

De igual modo, segundo acrescentou o responsável da corporação, os jornalistas que fizeram cobertura do acto político do próprio partido político também foram vítima, mas conseguiram escapar e refugiar-se na sede comunal do Culango.

Neste momento, de acordo com o comandante adjunto da Polícia Nacional, decorrem trabalho de investigação para se apurar os principais causadores do distúrbio.

Por sua vez, o pároco da missão católica das Gingas, José Tchivangula, ao falar à imprensa para comentar as agressões físicas que foi vítima e a destruição da sua viatura, lamentou o facto de existir ainda angolanos que incentivam acções violentas que põem em risco vidas humanas.

Para si “é lamentável e perigoso que no ano em que se fala da realização das terceiras eleições legislativas haja ainda espírito de intolerância”.

Por este facto, apelou aos partidos políticos a passarem mensagem tolerância e respeito pela vida humana aos seus membros.

Os dirigentes da Unita, que nesta segunda-feira foram notificadas pela Direcção Provincial de Investigação Criminal (DPIC) em Benguela, ainda não reagiram à imprensa e prometem apenas ajudar a esclarecer o sucedido.

FONTE: Angop

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