InicioOutrasMultinacionais vão pôr fármacos experimentais à disposição dos cientistas

Multinacionais vão pôr fármacos experimentais à disposição dos cientistas

Os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), a agência federal que financia a investigação pública nos Estados Unidos, anunciaram ter chegado a um acordo com três gigantes farmacêuticos multinacionais para estimular o desenvolvimento de novos tratamentos.

Numa primeira fase piloto, o recém-criado Centro Nacional para o Avanço das Ciências Translacionais (NCATS) estabeleceu uma parceria com a Pfizer, a AstraZeneca e a Eli Lilly, explicam os NIH em comunicado. A ideia é o NCATS vir a financiar, até 20 milhões de dólares (15,2 milhões de euros), projectos de equipas científicas que pretendam dar novos usos a fármacos “abandonados” pelas farmacêuticas – ou seja, que ficaram na gaveta e nunca foram comercializados.

“O objectivo é simples: ver se conseguimos ensinar novos truques a velhos medicamentos”, diz Kathleen Sebelius, Secretária dos Health and Human Services (equivalente a ministra da Saúde), citada online pela revista Science.

As três empresas vão colocar à disposição da comunidade científica 24 fármacos que passaram os estudos de segurança iniciais, mas que se ficaram pelos ensaios clínicos intermédios, “quer porque a sua eficácia contra a doença para a qual foram desenvolvidos não foi suficiente, quer por razões comerciais”, explica ainda aquele site noticioso.

Os cientistas terão acesso à informação de base acerca dos fármacos em questão e quem estiver interessado em estudar algum deles como potencial tratamento numa dada doença deverá submeter o seu projecto ao NCATS. Se o projecto for aprovado, os seus responsáveis poderão ter então acesso não apenas ao próprio composto, mas também à informação detalhada sobre as suas propriedades. E se os testes em animais forem satisfatórios, será possível virem a receber financiamento adicional para realizar ensaios clínicos em seres humanos.

Conforme o acordo, assinado esta quarta-feira, os laboratórios farmacêuticos continuarão a ser proprietárias dos compostos, mas a propriedade intelectual da descoberta de novas aplicações terapêuticas pertencerá aos cientistas – que também não poderão ser impedidos pelas empresas de publicarem os seus resultados em revistas especializadas.

Uma iniciativa semelhante existe desde finais de 2011 no Reino Unido, onde a AstraZeneca já fez uma parceria com o Medical Research Council para disponibilizar 22 dos seus fármacos “abandonados”.

Fonte: OPUBLICO

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