InicioAngolaMotoristas de táxis desconhecem Lei contra Poluição Sonora

Motoristas de táxis desconhecem Lei contra Poluição Sonora

Luanda – A grande maioria dos táxis que operam em Luanda admitiram hoje, segunda-feira, nesta cidade, desconhecer a existência da Lei contra a Poluição Sonora que proíbe a produção de sons e ruídos altos em locais públicos.
Em declarações à Angop sobre o cumprimento das medidas contra a poluição sonora, o motorista de táxi Gilson Santos disse nunca ter ouvido falar da Lei, embora concorda com a referida norma.
“Nunca ouvi falar nesta lei, mas se ela existe é bem-vinda e carece de maior divulgada”, aventou.
O taxista Pedro Reais, que opera na rota São Paulo/Aeroporto, salientou que nunca foi informado sobre a existência da referida norma.
“Faço trabalho de táxi há mais de dez anos e nunca me apercebi da existência dessa lei. Sei que ouve tempo em que agentes da polícia apreendiam equipamentos de som dos carros com o volume da música muito alto”, frisou.
Por seu lado, João Zua, cuja viatura estava com o som da música alta, afirmou que usar o volume alto dos aparelhos sonoros nos táxis é uma rotina constante da maior parte dos taxistas.
Revelou que alguns passageiros, adultos na sua maioria, reclamam da música alta e pedem para baixar ou desligar o aparelho de som.
“Algumas vezes somos confrontados por parte de alguns clientes, pessoas adultas principalmente, que pedem para diminuir ou desligar o som da música, facto que muitas vezes não é aceite, porque há passageiros jovens que preferem música alta”, argumentou.
Apesar de reconhecer que o barulho da música alta incomoda e pode provocar problemas de saúde aos passageiros, o taxista afirmou que ter o som alto do rádio já é um “vício” para si.
Por sua vez, Jorge Sita, motorista de um autocarro de transportes públicos que faz a rota Luanda/Huambo, disse também desconhecer a lei, frisando a necessidade de ser divulgada e aplicada, no sentido de punir os infractores.
Afirmou que na sua profissão existem muitos colegas que ignoram os procedimentos das boas maneiras e civismo durante a condução.
Segundo o motorista, de 48 anos, não é necessário conhecer-se a lei para se ter consciência de que o volume da música muito alta prejudica a saúde das pessoas e tira a concentração do condutor.
“A polícia e os outros órgãos de fiscalização deveriam ser mais actuantes no sentido de fazerem cumprir essa lei, para se acabar com muitas irregularidades e faltas de respeito dos taxistas para com os passageiros”, afiançou.
Fonte: Angop

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