InicioMundo LusófonoGuiné-BissauIndjai encabeça a lista das figuras sancionadas pela União Europeia

Indjai encabeça a lista das figuras sancionadas pela União Europeia

O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general António Indjai, encabeça a lista de individualidades daquele país alvo das sanções da União Europeia (UE), que inclui outros cinco militares considerados responsáveis pelo golpe de Estado.
Um dia depois de a UE ter aprovado sanções contra os líderes do golpe militar de 12 de Abril, a lista de seis pessoas impedidas de entrar em território comunitário e cujos bens estão congelados foi ontem publicada no jornal oficial da União Europeia.
A lista inclui também os generais Mamadu Ture “N’Krumah”, Augusto Mário Có, Estêvão na Mena, Ibraima (“Papa”) Camará e o tenente-coronel Daba Na Waln. Relativamente a estes cinco militares, o jornal limita-se a assinalar que pertencem ao comando militar responsável pelo golpe de Estado de 12 Abril.
O Conselho, num comunicado divulgado em Bruxelas, refere que, “face à gravidade da situação na Guiné-Bissau”, foi decidido aprovar medidas restritivas, que, sublinha a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Catherine Ashton, visam “os líderes do recente golpe de Estado no país”.
“A UE, que condenou firmemente o golpe de 12 Abril na Guiné-Bissau, espera que a ordem constitucional seja imediatamente reposta”, acrescentou Catherine Ashton.
Quanto a Indjai, é recordado, já esteve pessoalmente envolvido no planeamento e liderança da insubordinação militar de Abril de 2010, tendo agido de forma a pressionar o Governo a nomeá-lo para a liderança das Forças Armadas. “Indjai tem feito constantemente declarações públicas a ameaçar as vidas das autoridades legítimas, designadamente o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, e minado o respeito pela lei, restringindo os poderes civis e promovendo um clima de impunidade e instabilidade no país”, diz documento.
O jornal oficial da UE recorda que durante a campanha eleitoral deste ano Indjai teve intervenções a ameaçar derrubar as autoridades eleitas e a acabar com o processo eleitoral.  A central eléctrica de Bissau está quase sem gasóleo e as ruas e as casas da capital guineense ficaram às escuras, havendo o risco de faltar água nas torneiras nos próximos dias, disse, ontem, à Lusa, uma fonte da Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau.

A empresa não tem dinheiro para comprar gasóleo para os geradores que estão parados há uma semana.   Nos primeiros dias após o golpe de Estado militar, a empresa forneceu energia eléctrica, mas esta semana a cidade de Bissau tem estado às escuras. A fonte afirmou à Lusa que a central eléctrica tem “apenas 20 mil litros de gasóleo”, cinco mil dos quais oferecidos pela UNICEF.
Em condições normais a central eléctrica de Bissau gasta por dia 15 mil litros de gasóleo, pelo que a direcção da empresa decidiu usar todo o combustível de que dispõe para a bombagem de água canalizada.
A empresa espera poder garantir fornecimento de água canalizada a Bissau, pelo menos, durante sete dias, disse a fonte da EAGB.

Fonte: JA

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