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Franceses e gregos estão já a votar, com a crise do euro em pano de fundo

Primeiro os gregos, devido à diferença horários, e depois os franceses, começaram já a votar nas eleições presidenciais e legislativas que decorrem hoje nos seus países, com a crise europeia no centro das atenções.

Os resultados na Grécia poderão comprometer o cumprimento do plano acordado com a troika, enquanto em França a provável vitória de Hollande parece estar a ser bem digerida pelos agentes dos mercados financeiros. Hoje é também dia de eleições numa região alemã e noutra italiana, que vão dar uma indicação de como estão a reagir à crise os eleitorados destes dois países, centrais no euro.

Todos os olhos estão postos na segunda volta das eleições presidenciais francesas e nas legislativas gregas deste domingo. Na França, as sondagens prevêem a derrota de Nicolas Sarkozy e a eleição do socialista François Hollande. Na Grécia, o partido Nova Democracia (conservador) deverá ficar à frente do PASOK (socialista). Com a crise do euro como pano de fundo, multiplicam-se as especulações sobre o que poderá suceder se estes resultados se confirmarem.

Em França, todas as sondagens publicadas nos quinze dias da campanha para a segunda volta colocaram Hollande – que obteve 28,6% dos votos na primeira volta, contra 27,2% de Sarkozy – sempre acima dos 52% das intenções de voto. Se vencer, será a segunda vez desde a fundação da V República (1958) que um socialista ascenderá ao Palácio do Eliseu, depois de François Mitterrand, em 1981, de quem Hollande foi, aliás, um dos colaboradores.

Mesmo assim, a diferença entre os dois candidatos tem vindo progressivamente a reduzir-se, de tal forma que a diferença de 10 pontos percentuais que os separava há uma semana se transformou em quatro pontos (52%-48%) na sexta-feira, o último dia da campanha. As urnas fecham às 20h locais nas grandes cidades, 19h em Lisboa.

Muitos gregos, por sua vez, estão num dilema: não querem votar nos dois grandes partidos, vistos como ninhos de clientelismo e corrupção, mas também não querem sair do euro, como defendem alguns dos partidos que se opõem ao odiado “memorando” que ditou a austeridade.

O PASOK deverá ficar em segundo lugar (14% a 18% nas sondagens). O seu líder, Evangelos Venizelos, prometeu que “não vai haver novos impostos nem redução dos vencimentos” e que “o pior já passou e vem aí um caminho de prosperidade”.

O provável vencedor, Antonis Samaras (22% a 25% das intenções de voto) disse, também, que não irá cortar mais os salários e que irá aumentar as pensões de reforma. Prometeu ainda que vai baixar os impostos.

Nem Venizelos, nem Samaras explicaram onde planeiam ir buscar as verbas necessárias para um novo pacote de austeridade de 14,5 mil milhões de euros para os próximos dois anos, um compromisso assumido pelo Executivo cessante em que ambos os partidos participam.

FONTE: Público

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