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Enfermeiros chamados ao reforço da humanização

O director de enfermagem do Hospital Josina Machel, Ladislau Miguel, instou hoje, domingo, em Luanda, os enfermeiros a aproveitarem a semana dedicada a eles para reflecção, tendo em conta a ética da profissão que visa salvar vidas humanas.

Ladislau Miguel fez este apelo quando falava à comunicação social sobre a semana do enfermeiro aberta hoje, domingo, no hospital Josina Machel, no âmbito do Dia Internacional da classe, a assinalar-se a 12 de Maio do ano em curso.

O responsável disse ser tradição, particularmente no hospital Josina Machel, quando se aproxima o dia internacional do enfermeiro, o hospital estabelecer a semana da enfermagem, que este ano abre com uma missa dominical para lembrar os profissionais falecidos.

Esta semana objectiva a reflexão e analise do que cada um faz, tendo em conta as obrigações que a profissão exige aos técnicos de saúde, porquanto espera-se sugestões que possam ajudar a melhorar o bom funcionamento do sector.

Ao longo da semana, acrescentou, haverá vários temas de reflexão, como o regime jurídico do funcionalismo público, bem como o da carreira de enfermagem, que é um novo docier implementado no país, e uma reflexão sobre o factor de risco para as doenças cardiovasculares que vão também afectando os técnicos de saúde.

“Nesta altura vamos também fazer uma avaliação dos sinais vitais da glicemia capilar, em contribuição do controlo das doenças cardiovasculares, das quais a enfermagem é parte integrante e é chamada a dar a sua contribuição”, explicou.

Segundo o responsável, esta semana reflecte basicamente a reflexão entre as equipas de técnicos, familiares e acima de tudo com os doentes que são a razão de ser dos enfermeiros no país, em particular no hospital Josina Machel.

De acordo com o director, o apelo baixado pelo executivo aos profissionais de saúde, particularmente os enfermeiros, é que haja uma melhor perspectiva no atendimento, haja humanização no atendimento, tendo em conta a ética e a deontologia da profissão.

Neste aspecto, disse, ressalta o olhar do indivíduo como pessoa e não como um objecto qualquer, havendo consciência destes factores na classe dos profissionais, apesar de alguns factores que ultrapassam a capacidade humana tudo está a ser feito para o doente ser sempre visto como gente.

Ainda neste senda, dá-se a oportunidade para que o paciente seja um elemento de opinião, com palavra no trato com os técnicos, porque ao proceder assim o bem é para o doente, a sociedade e, particularmente. para o hospital.

Algumas situações vão ser ultrapassadas a seu tempo, tendo em conta a demanda, os técnicos estão cada vês mais a se superar. A título de exemplo, o banco de urgência do Josina Machel foi concebido para 40 camas e está com 200, dada a demanda.

Associado a isso, acrescentou, estão os doentes atendidos diariamente que rondam os 400 a 500 pacientes e por vezes com um número insuficiente de profissionais, mas que não deixam de fazer o seu trabalho, prevalecendo o critério da consciência e o respeito pelo próximo, bem como pela vida deste.

“A pressão submetida pelo trabalho, bem como a falta de incentivos e a questão de salário não podem servir de barreira para que não se trate o outro como pessoa e que perca os direitos de ser tratado com humanismo”, asseverou.

Fonte: Angop

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