InicioVidaSaúdeComplicações do parto prematuro segunda causa de mortes de bebés

Complicações do parto prematuro segunda causa de mortes de bebés

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que as complicações decorrentes do parto prematuro são no mundo, atrás apenas das pneumonias, a segunda maior causa de morte de crianças com menos de 5 anos.
O relatório, divulgado em Nova Iorque e mencionado no jornal brasileiro “Folha de São Paulo”, salienta que, no mundo, há 15 milhões de bebés nascidos com menos de 37 semanas de gestação, dos quais um milhão morre.
O documento é resultado de um estudo que mobilizou  agências da Organização das Nações Unidas, Governos e Organizações Não-Governamentais.
O problema é mais grave nos países pobres, especialmente da África subsaariana e da Ásia, sublinha o relatório.
Nestas regiões, a taxa de bebés prematura passa dos 12 em cada cem nascidos vivos enquanto nos países desenvolvidos, 9 por cento dos bebés nasce antes do período normal de gestação.
O relatório afirma que nos países mais pobres, os prematuros, em geral, nascem de grávidas com problemas de saúde, como hipertensão, diabetes e VIH, além de factores de risco, como tabagismo, alcoolismo e consumo de drogas.
Nos países desenvolvidos, o problema parece tender mais para questões como a gravidez tardia e o maior acesso à fertilização in vitro, com probabilidade elevada de gestações múltiplas. A quantidade de cesarianas realizadas antes do tempo, muitas vezes por “conveniência dos médicos ou dos pais”, também é elevada. Um problema que, adianta o relatório, cresce na América Latina.

 “Nos países pobres, mais de 90 por cento dos prematuros extremos – menos de 28 semanas de gestação – morrem nos primeiros dias de vida, enquanto nas nações mais ricas a percentagem é de 10 por cento”, disse Christopher Howson, um dos autores do relatório, que acrescentou que parte dessas mortes pode ser evitada com medidas baratas.
Para regiões com falta de incubadoras e de outros cuidados neonatais, o documento sugere o chamado “método canguru”, que consiste numa faixa que envolve o bebé e que o liga à mãe, à altura do seio.
Com o “método canguru”,a criança é aquecida pelo calor da mãe e tem facilitado o acesso ao seio para mamar.
No lado oposto está a Bielo-Rússia, que encabeça a lista dos países com menores percentagens de prematuros, 4,1 por cento.
O Equador vem depois, com 5,1.  A Finlândia, Croácia, Japão e Suécia também estão entre os 11 melhores da lista.

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