InicioAngolaAngola reafirma a sua aposta em Nkosazana Dlamini-Zuma

Angola reafirma a sua aposta em Nkosazana Dlamini-Zuma

O secretário de Estado das Relações Exteriores para a Administração, Rui Mangueira, deslocou-se ontem a Abuja, para contactos oficiais junto das autoridades nigerianas, com vista à obtenção de apoios para a candidata da SADC ao cargo de presidente da Comissão da União Africana (UA).
Rui Mangueira integra uma delegação conjunta da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) que inclui o ministro da Segurança do Estado da África do Sul, Slyabonga Cwele, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Namíbia, Utoni Nujoma.
A delegação efectua contactos há alguns dias com países da região ocidental do continente para a busca de apoios à candidatura da sul-africana Nkosazana Dlamini-Zuma à presidência da Comissão da UA. Ainda ontem a delegação da SADC foi recebida pelo Chefe de Estado da Nigéria, Goodluck Jonathan.
A delegação da SADC já esteve em Cabo Verde, Senegal e Gâmbia. A Nigéria, país com fortes influências na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), é a penúltima etapa da digressão que culminou ontem com uma deslocação ao Gabão.
Concorrem à liderança da Comissão da UA o presidente cessante, o gabonês Jean Ping, e a sul-africana Nkosazana Dlamini-Zuma. Os candidatos desdobram-se em campanha, visando o angariamento de votos para a eleição a ter lugar em Julho, no Malawi.
A Comissão, o secretariado e órgão executivo da União Africana encontram-se actualmente sem presidente, devido ao fracasso dos dois principais candidatos, Jean Ping (cessante) e Nkosazana Dlamini-Zuma, que nas eleições realizadas em Janeiro em Addis-Abeba, durante a última Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da UA, não conseguiram obter a maioria de dois terços necessários para o efeito.
Jean Ping concorre para um segundo mandato de quatro anos, com o apoio da maioria dos países da África Ocidental, enquanto Dlamini-Zuma conta com o apoio do seu país, a África do Sul, e de todos os Estados-membros da SADC. Na primeira volta, Ping conseguiu reunir 28 votos, enquanto Dlamini-Zuma obteve 25 votos.

Na segunda volta, um dos apoiantes de Jean Ping decidiu mudar o seu voto, pelo que o resultado acabou quase num empate: 27 votos para o gabonês e 26 para a sul-africana. Na terceira volta, Ping conseguiu subir para 29 votos, enquanto Dlamini-Zuma se quedou nos 23.
Nesta fase, Dlamini-Zuma foi obrigada a retirar-se, em conformidade com os regulamentos da UA. Contudo, a sua retirada não se traduziu na eleição automática de Jean Ping, pois o gabonês tinha de conquistar a maioria de dois terços para ser declarado vencedor, algo que não aconteceu.
Na quarta volta, apesar de Ping ter concorrido sem adversário, ele não conseguiu persuadir 36 Chefes de Estado e de Governo a votar na sua candidatura.

FONTE: JA

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